Como Voltar para Deus?
A Palavra da Reconciliação (2 Coríntios 5:19) Parte 2
TPara nos reconciliar com Deus, é imprescindível um coração arrependido que deseje, acima de tudo, estar em comunhão com o Senhor (veja os comentários sobre Salmo 51 no artigo anterior – Quero Voltar para Deus). Mas o desejo do coração precisa ser demonstrado. É necessário agir para nos aproximar de Deus. Neste artigo, vamos considerar a importância da nossa ação e algumas coisas que precisamos fazer para voltar ao Senhor.
Levantar e Ir
Quando Jesus enfrentou a auto-justiça e falta de compaixão dos fariseus e escribas, ele contou uma série de parábolas sobre perdidos e achados (Lucas 15). Da terceira destas parábolas, geralmente conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, aprendemos algumas lições importantes sobre como voltar para a casa do nosso Pai. Nesta história, um filho ingrato pediu a sua herança (enquanto seu pai ainda estava vivo!) e saiu de casa. Gastou o seu dinheiro numa vida de libertinagem e logo se encontrou passando fome numa terra estranha (Lucas 15:11-16). Ele chegou ao fundo do poço, e representa a situação de cada um de nós quando nos entregamos ao pecado. Quando abandonamos o Pai que nos criou e que nos ama e usamos os nossos recursos – tempo, dinheiro, energia, a própria vida – no pecado, fazemos a mesma coisa que o filho rebelde fez. Vivemos desperdiçando no pecado as coisas boas que recebemos do Pai. Reconhecendo ou não a nossa condição espiritual, chegamos ao fundo do poço do pecado.
O filho reconheceu o seu problema, e viu que não era necessário sofrer tanto. Ele lembrou da bondade de seu pai: “ Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lucas 15:17). Antes de voltar para Deus, precisamos chegar ao ponto de compreender que a vida com ele é muito melhor do que a vida no mundo do pecado. Este entendimento pode vir por meio de sofrimento e conseqüências que o pecado traz na nossa vida, ou pode vir por cansar da futilidade de prazeres que nunca satisfazem as nossas necessidades reais. Antes de voltar para Deus, temos de perceber que estamos afastados dele.
Ele decidiu agir em humildade. Uma vez que encarou o seu problema, o filho se arrependeu; ele decidiu mudar. Disse consigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lucas 15:18-19). Nós precisamos da mesma atitude do arrependimento para chegar ao Senhor. Primeiro, decidamos agir – “levantar-me-ei”. Segundo, busquemos a Deus com humildade – ”já não sou digno”. A pessoa que se acha digna e merecedora da salvação jamais chegará a Deus (Romanos 10:3; Efésios 2:8-9).
O filho arrependido agiu, e voltou para o Pai. É importante reconhecer o problema e decidir como agir, mas precisa seguir o plano. Muitas pessoas lamentam sua situação no pecado e até prometem voltar para Deus, mas continuam dia após dia sem fazer nada. O filho rebelde fez o que falou: “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15:20-21). Não é fácil nos humilhar para admitir o nosso pecado e nos entregar à misericórdia de Deus. O orgulho humano luta contra este desejo de nos reconciliar com o Pai. Mas a nossa salvação e a nossa esperança eterna dependem de Deus, e da nossa decisão de nos submeter a ele.
Quando o filho rebelde voltou, ninguém tomou a decisão por ele. Ele não foi induzido ou levado por outros. Este filho tomou a sua própria decisão e se reconciliou com seu pai. Observamos, também, que ninguém impediu a salvação dele. Mesmo o irmão mais velho, que não o aceitou bem, não foi capaz de manter este homem afastado de seu pai. Da mesma forma, a decisão sobre a nossa salvação é nossa. Ninguém nos força a voltarmos para Deus, e ninguém é capaz de impedir a nossa reconciliação com o Pai. Nós decidimos buscar a Deus ou não. Queremos, mais do que qualquer outra coisa, estar em comunhão com Deus?.......
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