Dívida do Amor (Romanos 13:1-14)
O princípio dominante deste trecho é o
amor. Paulo falou da impor-tância do
amor antes de oferecer exemplos de como
devemos nos portar (12:9-10) e voltará
ao mesmo tema em 13:8-10. Jesus citou o
amor nos dois grandes mandamentos, e
Paulo o vê como a qualidade fundamental
em todo o nosso serviço a Deus.
Sujeição ao Governo (1-7)
O cristão não procura a vingança
(12:19-21), pois ela pertence a Deus.
Mas ele emprega os governos para trazer
a vingança divina contra os
malfeitores. Devemos
ser submissos ao governo, pois Deus lhe
deu seu poder (1; cf. Daniel 4:32; João
19:11). Resistir aos gover-nantes é
desrespeitar a autoridade de Deus (2). O
governo deve apoiar os que fazem bem e
castigar os que fazem mal. Se fizermos o
bem, não teremos motivo para temer
(3-4; cf. 1 Pedro 2:13-17).Paulo
não afirmou que os governos sejam
sempre bons. Ele identifica a função básica
do governo e, mais ainda, a obrigação
do cristão de ser submisso às
autoridades. Mesmo quando escreveu esta
carta, o império romano foi dominado
por um dos piores líderes da história,
Nero. Nessa situação, não coube aos
cristãos se rebelar contra o governo. A
vingança pertence a Deus!
O governo, com autorização divina, traz
a espada para castigar os malfeitores.
Surpreende algumas pessoas encontrar a
pena de morte no contexto do amor do
Novo Testamento. Lembremos:
1. O Velho Testamento, também, ensi-nava o
amor como a responsabilidade principal,
e claramente incluía a pena de morte
para os israelitas.
2. Desde o início, Deus proibia que os
homens matassem um ao outro, mas deu a
pena de morte, executada pelos homens,
como conseqüência do homi-cídio (Gênesis
9:6). Ele ligou a pena de morte à
santidade da vida humana.
3. A voz do sangue não vingado chega a
Deus (Gênesis 4:10-11; Isaías 26:21).
4. Mesmo no Novo Testamento, Paulo
reconheceu o direito do governo de
aplicar a pena de morte (Atos 25:11).
Deus deu autoridade ao governo. Deve-mos ser
obedientes, pagando impostos e
respeitando as autoridades (5-7).
Amor ao Próximo (8-10)
O dever primordial do cristão é o amor,
um fato fundamental para entender as
aplicações dos próximos capítulos.
Por exemplo, o amor fraternal exige
consideração de irmãos fracos (cap.
14).
Toda a lei de Deus se resume no amor. Adultério,
homicídio, furto, cobiça, etc., são
atos contra outros que ferem o princípio
de amor.
Revestidos do Senhor (11-14)
A vida do cristão deve ser vivida no
contexto da eternidade. Cada um de nós
está se aproximando ao nosso encontro
com Deus. Não devemos brincar com o
pecado, nem praticar as obras das trevas
que o mundo faz. Jesus usou apelos bem
parecidos com estes quando avisou os
judeus do castigo iminente em Lucas
17:26-33. Quem vive despreocupado com a
eternidade certamente não estará
preparado para o seu encontro com o
Senhor.
–por Dennis Allan
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