O Livro de Joel

por Dennis Allan


Introdução ao Livro

O que sabemos sobre Joel vem do próprio livro. Estudiosos sugerem várias datas, mas reconhecem que as evidências não são conclusivas. Alguns sugerem uma data no século IX a.C. e outros colocam o livro depois do cativeiro, no século VI ou V a.C.

O nome Joel significa "Jeová é Deus". Ele era filho de Petuel, também desconhecido fora deste livro.

Independente da biografia do autor e a data de composição, a mensagem do livro é clara. Joel avisa sobre a vinda do Dia do Senhor, um dia de escuridão e castigo. Mas, a mensagem tem outro lado, um lado muito mais positivo. Das trevas vem a luz, e Joel profetiza sobre a descida do Espírito Santo e as conseqüentes bênçãos espirituais derramadas sobre os que invocam o nome do Senhor (Atos 2:16-21).

Leia mais:

A Revelação de Deus: Uma Vista Panorâmica da Bíblia 


Joel 1

1:1-3

Deus revelou a sua mensagem por meio de Joel, filho de Petuel (1).

O evento que serve de pano de fundo para a profecia (a praga de gafanhotos descrita a partir do versículo 4) foi uma calamidade inédita na experiência do povo (2-3).

1:4-7

Joel descreve quatro etapas da destruição dos gafanhotos (4):

(1) Cortador

(2) Migrador

(3) Devorador

(4) Destruidor

Cada onda comeu o que restou depois da anterior, deixando a terra nua.

Joel desperta os bêbados para lamentar a destruição, pois a fonte do seu vinho foi destruída (5).

Ele descreve o ataque dos gafanhotos como se fosse um forte exército invadindo a terra (6-7).

1:8-13

A destruição da praga trouxe sofrimento e lamentação, como a tristeza de uma noiva que já perdeu o seu marido (8).

Os sacerdotes lamentam a falta de ofertas, conseqüência da destruição dos produtos do campo (9-10,13).

Todas as classes do povo sofrem por causa desta destruição (11-12).

1:14-20

Depois de descrever a severidade do sofrimento, Joel sugere uma resposta do povo: Chamar o povo à casa do Senhor para clamar a Deus (14).

**Obs.: Os líderes identificados aqui são sacerdotes (9) e anciãos (14). Alguns sugerem que a falta de menção de rei ou príncipe indique uma data depois do cativeiro quando não havia rei em Israel (veja Oséias 3:4).

O Dia do Senhor (15-18):

(1) Está perto (15). Joel avisa sobre a proximidade deste dia. A praga dos gafanhotos não foi a calamidade principal; foi simplesmente um precursor avisando de coisas piores.

(2) É dia de assolação (15-18). A tendência judaica seria esperar o dia do Senhor como dia de castigo dos inimigos e libertação do povo de Israel. Mas Joel apresenta o dia como um de assolação e maior sofrimento. É um dia para temer, não esperar.

Vendo a destruição e o sofrimento, Joel clama ao Senhor (19).

Até os animais clamam ao Senhor por falta de pasto e água (20).

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