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Estudos Bíblicos

A Arrogante Ambição do Rei Saul

“Eu, a Sabedoria, moro com a prudência e disponho de conhecimento e de conselhos. O temor do Senhor consiste em odiar o mal. Eu odeio a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca que fala coisas perversas” (Provérbios 8:12-13).

A Sabedoria personificada nos primeiros capítulos de Provérbios é direta e convicta. Ela convida os seres humanos a participarem dos seus benefícios, abandonando os caminhos da insensatez que levam à condenação. Ela fala do conhecimento que vem de Deus e da longa experiência de observar as consequências das escolhas humanas.

Como a maioria dos provérbios nesse livro foram compostos duas gerações depois do início do Reino de Israel, é provável que o autor pensou sobre as atitudes destrutivas do primeiro rei daquele povo.

Quando o povo de Israel pediu um rei, Deus escolheu Saul, da tribo de Benjamim. No mesmo homem, acharam-se características que agradavam ao povo (um homem bonito, alto e forte com uma aparência de realeza) e, ao mesmo tempo, uma qualidade fundamental para servir a Deus: a humildade. Quando Samuel, o servo de Deus que ungiu Saul, conheceu esse jovem, o rapaz sentiu-se indigno de tal posição: “— Por acaso não sou eu um benjamita, da menor das tribos de Israel? E não é a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, então, você me fala com tais palavras?” (1 Samuel 9:21). Samuel se referiu a essa humildade inicial quando Saul passou a ter atitudes erradas: “Samuel continuou: — Não é verdade que, mesmo sendo pequeno aos seus próprios olhos, você foi colocado por cabeça das tribos de Israel? O Senhor o ungiu como rei sobre Israel” (1 Samuel 15:17).

A ambição arrogante de Saul se manifestou de várias maneiras.

(1) Ele não fez o que Deus mandou. Os dois pecados mais conhecidos desse rei foram registrados em 1 Samuel, capítulos 13 e 15. Saul fez um sacrifício não autorizado, se elevando à posição de sacerdote, e recusou executar o castigo decretado por Deus contra os amalequitas.

(2) Ele agiu contra os decretos de Deus para tentar estabelecer sua dinastia. Quando Deus escolheu Davi para ser o próximo rei de Israel, Saul tentou matar o jovem para frustrar os planos do Senhor.

(3) Ele não se humilhou depois de ser repreendido. Saul até admitiu que pecou, mas se mostrou mais interessado em ser honrado diante do povo do que em restaurar sua comunhão com Deus (1 Samuel 15:24,25,30).

Deus odeia a arrogância e a ambição egoísta!

-por Dennis Allan


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