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Estudos Bíblicos

Salmo 1: O Caminho dos Justos

Não sabemos quem escreveu o Salmo 1, nem quando. Alguns sugerem Davi como autor, por ele ser compositor da maioria dos hinos dessa coletânea. Uma outra possibilidade é Esdras ou algum contemporâneo dele. Neste caso, o Salmo pode ter sido escrito depois da volta dos judeus do exílio, talvez como introdução ao livro. Sua mensagem nos prepara para apreciar os outros Salmos e oferece orientações válidas para qualquer época.

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (verso 1). O hino começa com uma das várias bem-aventuranças encontradas nos Salmos, e talvez a mais conhecida de todas. É uma fórmula para não ser seduzido pelo pecado. As palavras “ímpios”, “pecadores” e “escarnecedores” são usadas como sinônimos aqui. Os verbos, porém, seguem uma progressão natural. Se o homem não andar perto, não vai parar e muito menos se assentar. Uma ilustração clássica desse princípio se encontra na noite mais vergonhosa da vida do apóstolo Pedro. Quando ele parou na presença dos inimigos de Jesus, Pedro fracassou e negou a Jesus três vezes (João 18:15-18,25-27).

A definição do justo não se resume, porém, em uma lista negativa. Ele evita o mal, mas ativamente busca o bem. O autor continua: “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (verso 2). A sabedoria de Deus não se limita a proibições. Pelo contrário, a maior parte do ensinamento bíblico é positiva, permissões e orientações de como fazer o bem. A busca começa com a palavra do Senhor.

O resultado dessa decisão de fugir do mal e buscar o bem é a firmeza e saúde do justo: “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (verso 3). Mesmo em regiões áridas, onde as plantas dependem das escassas chuvas para sobreviver, as árvores perto de rios são fortes e verdes. No Novo Testamento, os temas da água da vida e da produção de fruto são aspectos importantes do evangelho e da vida dos seguidores de Jesus (João 4:14; Apocalipse 22:1; Lucas 8:15; João 15:5; Gálatas 5:22-23).

Em contraste com a firmeza dos justos, os ímpios são fracos e instáveis. O Salmo continua: “Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa” (verso 4). Que contraste total! A diferença é entre uma árvore forte e bem enraizada e a palha que o vento leva. A palha não tem raiz nem vida, não permanece firme, e não resiste às pressões que vêm de fora.

As pessoas que andam, param e se assentam nos lugares errados são sujeitas às consequências da sua insensatez e não têm como se proteger: “Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos” (verso 5). Além das consequências nesta vida, às vezes imediatas, aqueles que persistem na insensatez do pecado serão julgados e rejeitados por Deus. Para os israelitas, a ideia da separação da congregação dos justos era fundamental à sua existência como nação. Quando Deus tirou os hebreus da escravidão no Egito, ele deixou clara sua intenção de criar um povo santo, separado da maldade das outras nações (Êxodo 19:5-6). Nas leis reveladas por meio de Moisés, Deus identificou vários pecados que levariam à eliminação do ofensor. No Novo Testamento, Jesus prometeu um julgamento justo que levaria à separação eterna dos justos e ímpios (João 5:25-29; Mateus 25:31-46). Seus apóstolos avisaram sobre o mesmo julgamento (2 Coríntios 5:10; 2 Tessalonicenses 1:6-10; Hebreus 9:27).

Escolhas diferentes levam a destinos distintos: “Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (verso 6). O caminho das pessoas que respeitam a vontade de Deus levará ao descanso eterno na sua presença. Aqueles, porém, que rejeitam seu conselho caminham para sua própria destruição.

Salmo 1, como muitas outras passagens bíblicas, nos orienta a escolher bem, pois a decisão de seguir ou não a vontade do Senhor terá implicações eternas.

-por Dennis Allan


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