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Estudos Bíblicos

Salmo 129: Sejam Envergonhados e Repelidos

Praticamente todas as listas de “Salmos Imprecatórios”, os hinos de maldições contra os inimigos de Deus e do seu povo, incluem o Salmo 129. Diante das ricas mensagens sobre o amor, a graça e a misericórdia de Deus, esses poemas parecem estranhos. Devemos lembrar, porém, que o Senhor decidiu incluir essas mensagens nas Escrituras registradas para o nosso benefício. Servos dedicados e fiéis clamaram a Deus, pedindo que castigasse seus inimigos.

A mensagem desse hino identifica a perspectiva da maturidade da nação de Israel. O autor, falando como representante do povo, diz que havia sofrido desde sua juventude.

Como os Salmos apresentam palavras de louvor para Deus, é natural esperar alguma expressão de adoração, mesmo no meio às maldições pronunciadas sobre os inimigos. Verso quatro oferece a honra para o Senhor implícita no Salmo inteiro, pois exalta a justiça de Deus em julgar entre os justos e os ímpios. A posição desse hino como um dos cânticos de romagem ou subidas sugere, também, seu lugar apropriado no louvor. Seria cantado pelos viajantes na sua jornada para adorar ao Senhor em Jerusalém.

O autor inicia com uma declaração sobre a opressão sofrida por ele ou, mais precisamente, por Israel: “Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade, Israel que o diga; desde a minha mocidade, me angustiaram, todavia, não prevaleceram contra mim. Sobre o meu dorso lavraram os aradores; nele abriram longos sulcos” (versos 1 a 3).

As angústias foram frequentes e por muito tempo. Sua intensidade é descrita com a figura de alguém passando um arado sobre as costas da pessoa, deixando feridas profundas. A história do povo de Israel, desde a saída do Egito até depois da volta do exílio na Babilônia, está cheia das angústias de opressões e guerras.

Mas o povo escolhido sobreviveu! Esse fato evoca notas de louvor para Deus quando o salmista continua seu hino: “Mas o SENHOR é justo; cortou as cordas dos ímpios” (verso 4). É comum pensar sobre a misericórdia salvadora sem refletir sobre o outro lado da moeda. Para salvar as vítimas fiéis, Deus necessariamente tem de castigar os malfeitores. O tema da vinda do Senhor nas Escrituras, seja a chegada para julgar cidades e nações ou a expectativa da volta de Jesus, sempre envolve os dois lados: salvação e condenação (alguns exemplos: Joel 3:1-2; Sofonias 3:19-20; João 5:28-29; 2 Tessalonicenses 1:7-10).

O autor prossegue em tom de maldição: “Sejam envergonhados e repelidos todos os que aborrecem a Sião!” (verso 5). Como ilustração dos dois aspectos da justiça citados acima, e lembrando que Sião e Jerusalém são basicamente sinônimos, comparemos esse verso com Salmo 122:6: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.” Os que odiavam a cidade santa foram amaldiçoados, e os que amavam a mesma cidade, abençoados.

Enquanto o justo é como uma árvore na beira de um rio, que nunca murcha (Salmo 1:3), o ímpio tenta crescer em um lugar onde falta água e não tem solo para se enraizar: “Sejam como a erva dos telhados, que seca antes de florescer, com a qual não enche a mão o ceifeiro, nem os braços, o que ata os feixes!” (versos 6 e 7). Em época de chuvas, uma semente pode até germinar em cima de um telhado. Mas não é um lugar próprio para a planta prosperar.

“E também os que passam não dizem: A bênção do SENHOR seja convosco! Nós vos abençoamos em nome do SENHOR!” (verso 8). O salmista não somente pediu julgamento dos opressores, ele não quis que outros orassem a favor desses inimigos. Hoje, é comum se despedir de amigos e até de desconhecidos com o desejo da presença de Deus. Os sacerdotes abençoavam o povo de Israel (Números 6:22-26). Mas os inimigos condenados por sua crueldade não ouviram palavras de bênção do salmista. Ele desejava sua rejeição e condenação.

Ainda pode ser difícil entender como empregar hinos imprecatórios no nosso louvor, mas não esqueçamos que Deus fará uma distinção eterna entre os justos e os ímpios!

-por Dennis Allan


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