
Salmo 116: Andarei na Presença do SENHOR
O livramento que Deus dá aos seus servos é motivo de louvor! Salmo 116 é uma expressão de profunda gratidão pela salvação que Deus oferece. Faz parte de uma série de Salmos usados de maneira especial na adoração dos judeus.
Os Salmos 113 a 118 são conhecidos coletivamente como o “Hallel Egípcio”, um conjunto cantado especialmente como oração na Páscoa judaica e em algumas outras festividades. A palavra hebraica hallel (ou halel) significa louvor (é parte da nossa palavra Aleluia, que significa “louvado seja Deus”). São hinos de louvor relacionados ao Êxodo do Egito (114:1 explicitamente fala da libertação dos israelitas). Como a Páscoa comemorava essa salvação nacional, esses Salmos passaram a ser cantados durante a celebração, alguns antes e outros depois da ceia principal da festa. Estudiosos sugerem que o próprio Jesus teria cantado esses Salmos na noite antes da crucificação (Marcos 14:26).
No Salmo 116, o autor anônimo começa com a angústia de ameaças de morte para desenvolver seu tema da dignidade de Deus para receber louvor. Na introdução, ele diz que louvaria a Deus durante toda a sua vida porque o Senhor ouviu suas orações (versos 1 e 2). Ele defende esse tema com versos que contam sua história:
(1) A Súplica do Salmista. Ele estava em apuros quando orou ao Senhor: “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza. Então, invoquei o nome do SENHOR: ó SENHOR, livra-me a alma. Compassivo e justo é o SENHOR; o nosso Deus é misericordioso” (versos 3 e 5). O uso desse hino na celebração da Páscoa sugere a associação do sofrimento do autor com a aflição do povo de Israel no Egito: “... os filhos de Israel gemiam sob a servidão e por causa dela clamaram, e o seu clamor subiu a Deus” (Êxodo 2:23).
(2) A Resposta de Deus. Deus atendeu a súplica do seu servo: “O SENHOR vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou” (verso 6). Essa salvação em resposta à oração do autor se tornou motivo principal para sua adoração.
(3) A Paz do Servo Salvo. Deus acalmou a tempestade e o servo se sossegou. Ele foi salvo em todos os sentidos, e assim encontrou tranquilidade para sua alma, olhos e pés. Essa paz foi resultado direto da sua comunhão com Deus (“Andarei na presença do SENHOR, na terra dos viventes” – verso 9), em contraste total com sua condição anterior (cercado pela morte e as angústias do inferno – verso 3, citado acima).
A segunda metade do Salmo trata do contínuo louvor oferecido pelo servo em comunhão com Deus. Nessa parte do hino, o autor pergunta para si mesmo e responde à sua pergunta:
(1) A Pergunta. Lembrando da sua tribulação, da injustiça dos homens e da fidelidade de Deus, o salmista pergunta: “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?” (verso 12). Ele reconhece o valor da sua salvação e procura a maneira de demonstrar sua gratidão.
(2) A Resposta. O próprio autor enfatiza a resposta à sua pergunta com o refrão: “Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo” (versos 14 e 18). Ele fala de oferecer sacrifícios, invocar o nome do Senhor e adorar nos átrios do templo em Jerusalém (versos 13,17 e 19). São expressões apropriadas de gratidão pela salvação que ele recebeu de Deus. Suas declarações não foram ocultas. Ele falaria abertamente da sua fé, adorando ao Senhor diante de todo o povo.
É impossível esconder a verdadeira fé e a sincera gratidão. Jesus Cristo, que veio para salvar pecadores, disse: “Que daria um homem em troca de sua alma? Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Marcos 8:37-38). Se queremos que Jesus nos apresente para seu Pai, devemos apresentar Jesus e sua mensagem às pessoas ao nosso redor.
Vamos buscar a salvação que Jesus oferece, e viver em gratidão eterna por causa da sua graça.
-por Dennis Allan
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