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Estudos Bíblicos

Salmo 112: Ao Justo, Nasce Luz nas Trevas

Salmo 112, como o 111, é um poema acróstico que inicia com a palavra Aleluia. Esse hino apresenta um contraste interessante que complementa bem o anterior. Salmo 111 fala das grandes obras de Deus, especialmente a sua compaixão para com seu povo. Salmo 112 descreve a conduta do homem justo que se espelha na justiça e misericórdia divina.

O primeiro verso declara o tema do Salmo: “Aleluia! Bem-aventurado é aquele que teme o SENHOR e tem grande prazer nos seus mandamentos”. Esse Salmo é um favorito dos pregadores da teologia da prosperidade, a doutrina popular que vincula serviço a Deus com prosperidade material e trata sofrimento como consequência direta da infidelidade da pessoa. Enquanto os versos que seguem incluem várias referências às condições terrestres dos fiéis, devemos rejeitar esse uso desse texto, por três motivos: (1) Os Salmos tratam das circunstâncias do povo físico de Israel, descendentes carnais de Abraão e herdeiros da terra prometida, um povo que vivia sob promessas de prosperidade material; (2) Mesmo assim, durante o tempo do Antigo Testamento, alguns fiéis sofriam e alguns ímpios prosperaram. As reflexões de Asafe no Salmo 73 são suficientes para provar esse fato; (3) O ensinamento de Jesus e os apóstolos, no Novo Testamento, focaliza a prosperidade espiritual e eterna e não promete prosperidade material. Pelo contrário, a Nova Aliança ensina contentamento com as circunstâncias e avisa sobre o perigo da avareza (1 Timóteo 6:6-10; Colossenses 3:5; Lucas 12:15). Os pregadores da teologia da prosperidade distorcem a mensagem bíblica e desviam a atenção das coisas importantes que o Senhor nos oferece.

No contexto desse Salmo, porém, não podemos negar um aspecto material nas promessas de bênçãos terrestres para os israelitas fiéis. O hino continua falando sobre a pessoa temente a Deus: “A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada. Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre. Aos justos, nasce luz nas trevas; ele é bondoso, compassivo e justo”

A característica de compaixão para com os menos afortunados é o destaque dos próximos versos: “Feliz aquele que se compadece e empresta; ele defenderá a sua causa em juízo; não será jamais abalado; será tido em memória eterna. Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR. O seu coração, bem firmado, não teme, até que veja a derrota dos seus inimigos. Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória” (versos 5 a 9). Verso 9 foi usado pelo apóstolo Paulo quando ensinou os cristãos primitivos sobre a importância de benevolência. Ele comunicou com igrejas na Ásia e Europa sobre o sofrimento dos seus irmãos na Judeia que sofriam de uma grande fome. Ele não estipulou o valor monetário das suas contribuições (diferente dos pregadores de hoje que obrigam seus seguidores a voltar para a lei do dízimo do Antigo Testamento), porém incentivou a generosidade de ofertas feitas com alegria (2 Coríntios 9:8-9).

Um aspecto do caráter divino que devemos imitar é a capacidade de sentir empatia. Uma parte disso é o sentimento de compaixão para com os sofredores, mas a empatia não se limita a isso. Quando os outros se regozijam por causa de acontecimentos bons, devemos compartilhar sua alegria. Paulo escreveu: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Romanos 12:15). Pessoas carnais, porém, têm muita dificuldade em participar da alegria dos outros, pois são dominadas por egoísmo e sentimentos de inveja. Quando veem a prosperidade dos outros, podem até ficar com raiva! O Salmo se encerra com uma observação sobre esse fato. Depois de falar sobre a prosperidade do justo, o autor continua: “O ímpio vê isso e fica com raiva; range os dentes e se consome. O desejo dos ímpios perecerá” (verso 10).

O livro de Salmos é uma coletânea de hinos usados na adoração a Deus. Mas a pessoa que serve ao Senhor necessariamente se preocupa com as pessoas feitas à imagem do Criador. O justo demonstra o amor ao próximo e se compadece com as pessoas que sofrem nessa vida. “Feliz aquele que se compadece e empresta” (verso 5).

-por Dennis Allan


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