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Estudos Bíblicos

Salmo 102: Teus Anos Jamais Terão Fim

A Bíblia apresenta uma mensagem de promessas cumpridas. De Gênesis até Apocalipse, Deus promete bênçãos especiais, espirituais e eternas para seus servos. É impossível compreender a súplica do Salmo 102 sem considerar a esperança do povo de Deus baseada nas suas grandes promessas.

Começando com Abraão, Deus escolheu uma linhagem especial como meio de cumprimento da sua mais importante promessa. Prometeu formar uma nação e lhe dar uma terra, mas a maior promessa foi de abençoar todas as famílias da terra por meio de um descendente de Abraão (Gênesis 12:3). Os aspectos menos importantes seriam cumpridos nos séculos depois desse patriarca, com a saída dos israelitas do Egito e sua posse da terra de Canaã, mas a promessa das bênçãos por meio do descendente seria cumprida pelo sacrifício de Jesus uns 2.000 anos mais tarde (Gálatas 3:16).

Muitas coisas aconteceram com esse povo escolhido antes da chegada de Jesus. Os israelitas tomaram seu lugar no território preparado por Deus, mas não respeitaram as condições que ele estabeleceu para permanecerem na terra. Foram levados ao cativeiro e o templo, o edifício que representava a presença de Deus com seu povo, foi destruído.

Os mesmos profetas que avisaram sobre as consequências da rebeldia do povo falaram da sua restauração e, ainda mais, do estabelecimento de um reino permanente de abrangência universal. Por causa dessas promessas, os judeus que ainda confiavam na palavra de Deus não perderam esperança. Mesmo durante seu cativeiro na Babilônia, aguardavam a prometida glória do descendente de Abraão. Não somente esperavam voltar para casa e reconstruir um santuário em Jerusalém (o que foi feito durante o sexto e quinto séculos antes de Cristo). Esperavam a glória do reino eterno do prometido descendente. Salmo 102 apresenta esta mensagem esperançosa durante o tempo em que Jerusalém estava em ruínas e o povo sofria no cativeiro.

O salmista começa sua súplica com a descrição da sua circunstância sofrida (versos 1 a 11). Enquanto fala como se fosse apenas um homem, o contexto deixa claro que ele fala como representante da nação. Sem vontade de comer e sem condições de dormir, ele lamenta e sofre os insultos dos seus inimigos. Ele entende, porém, que seu castigo foi decretado pelo mesmo Deus que havia exaltado seu povo escolhido: “...por causa da tua indignação e da tua ira, porque me elevaste e depois me abateste” (verso 10).

Há uma transição importante do verso 11 para 12. O autor descreve sua condição (a da nação) beirando a morte: “Como a sombra que declina, assim os meus dias, e eu me vou secando como a relva” em contraste com a eternidade do Senhor: “Tu, porém, SENHOR, permaneces para sempre, e a memória do teu nome, de geração em geração”. Sua linguagem nos lembra das palavras do profeta Isaías, as mesmas empregadas pelo apóstolo Pedro para falar sobre a eterna palavra de Deus (Isaías 40:8; 1 Pedro 1:23-25).

O resto do hino (versos 12 a 28) demonstra confiança na salvação que o eterno Deus traria, não somente para o povo de Israel, mas também para os outros povos que seriam reunidos para servir ao Senhor. Esses versos espelham a mensagem de Isaías 2:1-5, onde o profeta falou do estabelecimento do reino do Senhor e a chegada das outras nações para adorá-lo. Apesar da dificuldade dos primeiros cristãos em compreender esse fato, o Antigo Testamento deixou claro que a mensagem da salvação não seria limitada aos judeus.

Com esse tom messiânico dominante no Salmo, não deve nos surpreender encontrar citações dele no Novo Testamento aplicadas a Jesus Cristo. Em Hebreus 1:10-12, as palavras dos versos 25 a 27 desse Salmo são citados sob a afirmação que falam “acerca do Filho” (Hebreus 1:8). Não devemos ignorar o significado disso, pois o Espírito Santo declara que um salmo dirigido ao SENHOR (em maiúsculas, uma tradução do nome mais usado para Deus no Antigo Testamento) fala para Jesus. A implicação é óbvia e importante: Jesus é o Eterno Deus que merece a adoração, não somente dos judeus, mas de todos os povos da terra!

Da angústia de um povo derrotado por causa do pecado vêm palavras de esperança e confiança da salvação que Jesus, o eterno Deus e único Salvador, oferece para todos nós!

-por Dennis Allan


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