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Por Quê? Uma Reflexão Necessária

Eu me considero abençoado por ter bastante contato com crianças, e sempre estou aprendendo delas. Quem observa o desenvolvimento dos pequeninos sabe que passam por várias “fases” de crescimento físico, social e intelectual. Uma das famosas etapas é a fase do “por quê”. A bola caiu! Por quê? Não pode usar aquela roupa. Por quê? Estamos com pressa. Por quê? A menina está triste. Por quê? Os pais lutam para não perder a paciência com as perguntas constantes de um filho curioso.

As crianças, por sua vez, tendem a cansar das perguntas “por quê?” dos pais e professores. Você bateu no seu irmão? Por quê? Você usou o prato de vidro como disco voador? Por quê? Você não entregou sua lição de casa! Por quê? Uma vez, o diretor de uma escola fundamental orientou uma funcionária a não fazer essa pergunta, explicando que as crianças raramente teriam respostas honestas. Agem sem pensar em motivos ou consequências, e teriam de mentir para responder à pergunta, inventando algum motivo. Ele observou que muitas das ações das crianças não foram motivadas por razões plausíveis.

Compreensão das dificuldades das crianças, porém, não significa que os pais devem desistir do processo da educação. O processo pode demorar, mas uma das responsabilidades dos pais é ajudar a criança a medir consequências e aprender a agir, ou não, por bons motivos. A pergunta “por quê?” dos pais não serve para satisfazer a curiosidade adulta, e sim para ensinar a responsabilidade para os filhos. Comportamentos impulsivos devem diminuir, e ações motivadas por decisões boas devem se tornar normais. Esse progresso no raciocínio e na contabilidade faz parte do amadurecimento de uma criança que se prepara para a vida adulta.

Jesus usou a pergunta “por quê?” para nos ajudar no caminho desta vida, especialmente para avaliar nossas motivações e prioridades. Consideremos alguns exemplos:

Jesus ensinou sobre o perigo da ansiedade das coisas do dia a dia: “E por que andais ansiosos quanto ao vestuário?” (Mateus 6:28). Ele mostra, nesse contexto, que as preocupações que dominam a vida de muitas pessoas não resolvem nada e refletem a falta de confiança em Deus. Em outra ocasião, ele chamou a atenção dos apóstolos por não confiarem nele em um momento de perigo: “Por que sois tímidos, homens de pequena fé?” (Mateus 8:26).

Jesus condenou o julgamento hipócrita com uma pergunta: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mateus 7:3). Jesus confrontou as atitudes erradas de hipócritas religiosos que condenavam o próprio Senhor com uma pergunta que exigia reflexão profunda: “Por que cogitais o mal no vosso coração” (Mateus 9:4). Essa pergunta se torna útil quando deixamos qualquer pensamento mau brotar dentro de nós.

Jesus fez uma pergunta aos líderes religiosos que precisa ser repetida no meio religioso dos dias atuais, onde doutrinas e tradições humanas sufocam a mensagem do Salvador. Aos defensores das tradições criadas por homens, Jesus perguntou: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (Mateus 15:3). E para pessoas cuja religião se limitava a palavras sem convicção, Jesus perguntou: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6:46). Hoje, quando falamos constantemente o nome do Senhor (“se Deus quiser”, “vai com Deus”, “Deus te abençoe”) mas não agimos para obedecer a sua palavra, precisamos parar e refletir sobre a mesma pergunta.

Talvez as mais importantes perguntas que Jesus fez sobre nossos motivos são duas que não iniciam com as palavras “por que”, mas ainda frisam a importância de medir as consequências das nossas decisões e ações: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” e “Que daria um homem em troca de sua alma?” (Marcos 8:36-37).

Podemos fingir ser crianças incapazes de dar respostas para tais perguntas, mas Deus não será enganado. Precisamos refletir, medir consequências e agir para alcançar o único objetivo que realmente importa: a vida eterna na presença do nosso Criador e Redentor.

-por Dennis Allan


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