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Perdão: Exigências Injustas

O perdão é um tema de suma importância nas Escrituras, frisado de duas perspectivas interligadas: (1) o perdão que Deus oferece aos homens e (2) o perdão que homens devem oferecer aos seus semelhantes. Especialmente no ensinamento de Jesus, o perdão divino serve como modelo da compaixão que devemos estender aos outros.

O modelo de oração que Jesus nos deu no Sermão do Monte é usado diariamente por milhões de pessoas ao redor do mundo. É difícil imaginar outra oração mais conhecida. Jesus disse:

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:9-15).

Muitas pessoas acreditam que estão caminhando para a vida eterna na presença de Deus, mas negligenciam esse ensinamento de Jesus, recusando perdoar as ofensas dos outros. Quantos casamentos são desfeitos, quantas famílias são destruídas e quantas igrejas, despedaçadas por falta de perdão entre pessoas?

Recentemente, conversei com vários membros de uma família, todos supostamente cristãos, sobre um conflito que tem causado tumulto entre parentes por anos. A maioria das pessoas na família já pediram desculpas repetidas vezes, até por coisas inocentes que foram mal interpretadas pelos outros. O pequeno elemento da família que continua agitando o problema, até com acusações falsas contra pessoas inocentes, se recusa perdoar. Para manter sua própria imagem de serem filhos de Deus, alegam ser dispostos a perdoar enquanto acusam os outros de falta de arrependimento dos seus supostos pecados.

Não sou juiz, mas em uma tentativa de ajudar, respeitando o princípio de Provérbios 18:17, li várias cartas de familiares pedindo perdão. Percebi a humildade e o desejo de resolver o problema e estabelecer paz na família. Pediram desculpas por todas as ofensas reais que conseguiram identificar e, ainda mais, pediram perdão por outras possíveis ofensas, talvez alguma palavra esquecida ao longo dos anos (fiquei abismado ao ouvir novas acusações de coisas que supostamente aconteceram 25 anos atrás). Mas aquela pequena parte dessa família, obviamente culpada de ofensas bem maiores, não somente negou perdão como também recusou admitir seus erros para pedir desculpas. Seu argumento foi que quase todos os outros membros da família precisavam ser mais específicos, identificando os seus “pecados” em exatamente os termos que essa minoria exigia. Infelizmente, mesmo depois das tentativas de várias pessoas, o conflito não foi resolvido.

Quando Deus perdoa pecados, ele os afasta de nós para nunca mais lembrá-los: “Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miqueias 7:19). Quando nós perdoamos, devemos fazer a mesma coisa: esquecer as ofensas e nunca mais citá-las.

O outro ponto que me impressionou, em um sentido muito negativo, foi a exigência de lembrar detalhes para pedir perdão de forma muito específica. Será que Deus exigiria a mesma coisa? Entendo que o cristão que procura perdão deve confessar seus pecados a Deus (1 João 1:9), mas se o perdão exige uma memória perfeita de cada ofensa, ninguém teria esperança da salvação! Parece que Davi reconhecia essa dificuldade quando escreveu: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas” (Salmo 19:12). Se quisermos a misericórdia de Deus para nos perdoar, mesmo quando não conseguimos enxergar ou lembrar os detalhes dos nossos erros, seria injusto exigir mais das pessoas que nos ofendem.

Que Deus nos ajude a ter humildade para admitir os nossos erros, e compaixão para perdoar as ofensas que outros cometem contra nós.

-por Dennis Allan


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