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Salmo 25: A Ti, SENHOR, Elevo a Minha Alma

O Salmo 25, atribuído a Davi, se destaca de várias maneiras. É um dos nove Salmos acrósticos, hinos que utilizam as letras do alfabeto (22 na língua hebraica) na sequência para iniciar cada verso, linha ou estrofe. Essa canção de Davi abre com uma frase que se encontra em dois outros Salmos do mesmo autor: “A ti, SENHOR, elevo a minha alma” (25:1; 86:4; 143:8). A referência aos pecados da sua mocidade (verso 7) pode indicar que esse Salmo fosse composto próximo ao fim do seu reinado. Entre observações interessantes de comentaristas estão a descrição de Derek Kidner, que trata o hino como um “alfabeto de súplicas”, e a sugestão de Charles Spurgeon de notar como o autor intercalou orações dirigidas ao Senhor (versos 1-7, 11, 16-22) e meditações sobre Deus (versos 8-10 e 12-15). Vamos considerar o Salmo conforme essa estrutura de cinco partes principais.

A primeira oração (versos 1 a 7). Suas palavras iniciais revelam a confiança de Davi em Deus, e o resto dessa oração reforça esse entendimento. Quando ele falou da sua comunhão com o Senhor, Davi não confiou nas suas próprias obras, e sim na misericórdia de Deus. Davi entendeu que Deus faz uma distinção entre os inimigos traiçoeiros e as pessoas que confiam no Senhor. Mas ele não se mostra arrogante, como foi a tendência de alguns religiosos na época de Jesus (Lucas 18:9-14). Davi humildemente pede a instrução de Deus, e se mostra disposto a ouvir e aprender (versos 4 e 5). Ele também solicita a misericórdia de Deus, implorando para o Senhor esquecer os seus pecados (versos 5-7). Qualquer pessoa que deseja a comunhão com Deus precisa mostrar as mesmas atitudes: a humildade para aprender e a consciência da sua necessidade como pecadora que carece da graça do Senhor.

A primeira meditação (versos 8 a 10). Complementando a oração que precede esse trecho, a reflexão de Davi trata da instrução de Deus em relação aos pecadores e aos humildes. Davi não viu os pecadores como uma causa perdida, e sim como pessoas que ainda poderiam ser beneficiadas pela orientação divina. Deus “aponta o caminho aos pecadores” (verso 8). Os mansos e humildes recebem a direção que o Senhor oferece. As pessoas que reconhecem o valor dos ensinos que vêm do Senhor andam no caminho da verdade, recebendo a misericórdia divina (verso 10).

A segunda oração (verso 11). Pela segunda vez, Davi implora ao Senhor, confessando seu pecado e pedindo perdão: “Por causa do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniquidade, que é grande” A linguagem de Davi reflete outras grandes orações nas Escrituras. A base do perdão não é o mérito do suplicante, e sim a grandeza do Senhor. Mil anos depois de Davi, o apóstolo Paulo escreveu: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”(Efésios 2:8).

A segunda meditação (versos 12 a 15). Como se tivesse refletindo na circunstância do homem perdoado, Davi fala dos efeitos positivos da submissão ao Senhor, chegando ao auge do hino: “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (verso 14). Davi demonstrou sua lealdade ao Senhor nos momentos mais difíceis da vida, quando se encontrou em armadilhas. Tais momentos eram passageiros, mas sua fidelidade e adoração a Deus eram constantes (verso 15). Seu comentário sobre o laço introduz o tema da última oração.

A terceira oração (versos 16 a 22). Davi encerra a série de orações com uma súplica a Deus por livramento da sua angústia. Em várias ocasiões, Davi se sentiu sozinho diante das suas aflições e, assim, longe de Deus. Ele busca a presença do Senhor e o alívio das suas tribulações, ainda admitindo que seu sofrimento estava vinculado ao seu pecado: “Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados” (verso 18). Como o Salmo foi escrito para a adoração do povo, Davi não trata apenas da sua circunstância. Ele expande a mensagem dessa última oração para incluir a nação a sua necessidade da graça de Deus: “Ó Deus, redime a Israel de todas as suas tribulações” (verso 22).

Salmo 25 enfatiza fatos fundamentais das Escrituras, entre eles: o homem, pecador, depende da graça de Deus para sua salvação, e Deus, o Salvador, merece a constante adoração dos homens.

-por Dennis Allan


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