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Armas, Álcool e Atrocidades

Como imaginávamos quando ouvimos a notícia de um ato de incompreensível maldade em Las Vegas, o já acirrado debate sobre controle de armas de fogo se esquentou mais ainda. Tenho pouco interesse nessas discussões sobre a política de acesso às armas.

Na mesma semana da violência naquela cidade norte americana, um vigia de uma creche em Janaúba (MG) cometeu outro ato de horrível crueldade, quando jogou álcool em crianças e professoras e em seu próprio corpo antes de acender um fogo que levou 11 pessoas (uma delas o autor do crime) a óbito e mandou dezenas de outros para hospitais com queimaduras. O nome da creche onde esse homem trabalhava, Gente Inocente, servia como lembrança constante que aquelas crianças mereciam melhor. Já existem leis para controlar acesso às formas mais perigosas de álcool, e pode ser que esse crime se torne motivo de renovados debates sobre o assunto. Não estou muito interessado nessas discussões sobre as regras sobre a venda de álcool.

Atirando nas pessoas em uma praça pública e ateando fogo em uma sala cheia de crianças são exemplos das atrocidades cometidas por seres humanos pecaminosos. A questão principal dessas histórias não são as leis sobre armas ou álcool, e sim o desrespeito demonstrado para com o Deus que nos criou à sua imagem e mandou que respeitássemos outros criados na mesma semelhança. O problema é o pecado.

Deus revelou o motivo de proibir o homicídio: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gênesis 9:6). Nos casos citados acima, os responsáveis pelos crimes tiraram suas próprias vidas. Se tivessem sobrevivido, caberia aos governantes aplicarem a justiça aqui na terra. O apóstolo Paulo explicou que a autoridade civil existe por determinação divina: “...pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Romanos 13:4). Em todos os casos, cabe a Deus aplicar a justiça eterna: “...não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12:19).

Não sei se precisamos de mais controle de armas ou controle de álcool, mas sei que necessitamos de mais autocontrole. Desde que Deus conversou com a primeira pessoa que pensava em cometer homicídio, o ponto crítico sempre foi controle de si. Deus disse para Caim, antes deste matar seu irmão: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4:7). Cada pessoa que se importa com sua posição diante de Deus luta com tentações, pecados e o perigo de pensamentos maus, sejam ódio, cobiça, desejos sexuais indecentes, inveja ou outros. Cabe a nós dominar os pensamentos, não permitindo que cheguem ao ponto de atos repreensíveis como foram cometidos recentemente em Las Vegas e Janaúba.

O domínio próprio é tratado nas Escrituras como um alvo de grande importância na vida do cristão. Depois de listar pecados que devem ser eliminados da nossa vida, o apóstolo Paulo escreveu: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22-23). Em uma lista parecida, o apóstolo Pedro incluiu o domínio próprio: “por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor” (2 Pedro 1:5-7).

Eu recuso a me envolver nos debates políticos sobre controle de armas ou controle de álcool, mas não posso recusar a me dedicar à batalha contra o pecado. Admito que uma parte grande dessa batalha acontece no meu próprio coração, pois luto contra as tentações da carne todos os dias. Mas, como cristão, eu tenho a responsabilidade de estender essa batalha e incentivar outras pessoas a vencer as tentações e exercer domínio próprio. Leis sobre armas e álcool não garantem a segurança pública, mas se conseguirmos ajudar outras pessoas a serem transformadas pelo evangelho de Cristo, quem sabe quantas atrocidades serão evitadas. O exemplo e o ensinamento de pessoas tementes a Deus pode mudar o caráter de outras pessoas e prevenir sofrimento na vida de pessoas inocentes.

-por Dennis Allan


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