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Prudência X Insensatez: Uma Parábola de Jesus

As últimas parábolas de Jesus, contadas nos dias antes de sua morte em Jerusalém, tratavam do importante tema do julgamento divino. Enquanto os líderes dos judeus se consideravam juízes capazes de determinar o destino de Jesus, ele agiu como o verdadeiro juiz divino que faria separação entre as pessoas que o respeitam e as pessoas que o desprezam.

Uma dessas parábolas fala de dez moças (virgens) que aguardavam a chegada do noivo antes de uma cerimônia de casamento (Mateus 25:1-13). Como ele chegaria de noite, as moças levaram lâmpadas. O noivo atrasou e as moças dormiram. À meia-noite, alguém anunciou a chegada do noivo, e elas acordaram e prepararam suas lâmpadas, ou seja, cortaram os pavios, tirando o excesso carbonizado, para que iluminassem melhor. Nesse momento, cinco das moças perceberam um problema. Suas lâmpadas estavam se apagando por falta de azeite. As outras cinco, que haviam levado vasilhas de azeite, estavam preparadas e tranquilas.

A preparação das moças prudentes não foi suficiente para salvar as outras, descritas como néscias ou insensatas, e estas saíram para comprar mais azeite. Tentaram, de última hora, remediar sua negligência e falta de preparo. Não deu certo! Durante a ausência dessas cinco insensatas, o noivo chegou, entrou acompanhado pelas virgens prudentes, e a porta foi fechada. Quando as insensatas voltaram, foram tratadas como desconhecidas e não foram permitidas entrar.

Como é o caso de quase todas as parábolas de Jesus, esta é de fácil compreensão, mas, ao mesmo tempo, de difícil aplicação.

Jesus deixou o ponto claro quando acrescentou, depois da parábola, esta instrução: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mateus 25:13). É evidente que o noivo representa o próprio Jesus, frequentemente descrito dessa maneira no Novo Testamento. Paulo escreveu: “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (2 Coríntios 11:2). Em outra epístola, ele disse: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito... Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Efésios 5:25-27,31-32). Essa linguagem é uma extensão natural das várias referências nos Evangelhos a Jesus como noivo (alguns exemplos: Mateus 9:15; Marcos 2:18-20; Lucas 5:34). O alvo de todo cristão é a união eterna com Jesus, ele visto como noivo, e a igreja, como noiva (Apocalipse 19:7; 21:2). O principal ponto da parábola, então, é a importância de estarmos preparados para nos encontrar com Jesus a qualquer momento. Ninguém sabe a hora da sua volta, pois virá como faz um ladrão, sem avisar (Lucas 12:39-40; 1 Tessalonicenses 5:2). Se não sabemos a hora da sua vinda, devemos estar prontos sempre!

A vinda de Jesus, para qualquer um de nós, vai acontecer de uma entre duas maneiras: (1) Na vinda de Jesus, pois ele prometeu voltar para chamar todos – vivos e mortos – para o julgamento (João 5:27-29; 2 Timóteo 4:1; Atos 17:31); ou (2) Na nossa morte: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27). Eu não sei quando Jesus voltará para chamar todos ao julgamento, mas sei que ele me chamará ainda neste século! Seja pela volta do Senhor ou pela morte, teremos nossos encontros com Jesus, o noivo.

A questão, então, é simples: mesmo não sabendo quando encontraremos o noivo, estaremos preparados como pessoas prudentes, ou rejeitadas, como as insensatas? É muito fácil entender a mensagem de Jesus. Adiar a decisão de se converter a Cristo, deixando para a última hora as mudanças necessárias para colocar a vida em ordem, pode ser um erro eternamente fatal! O entendimento é fácil, mas a aplicação prática é muito mais difícil, pois devemos viver todas as horas de todos os dias vigilantes e preparados para o juízo divino. Já está na hora de comprar azeite e acender sua lâmpada!

-por Dennis Allan


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