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Uma Parábola que Mudou o Nosso Vocabulário

As parábolas de Jesus tiveram um impacto imensurável no nosso mundo. Até o vocabulário de diversos idiomas foi diretamente influenciado por essas histórias simples e memoráveis que Jesus usou para ensinar sobre princípios espirituais. Um exemplo é a nossa palavra “talento”. Na época de Jesus, essa palavra identificava um peso ou valor monetário. Depois de ele apresentar a famosa parábola dos talentos, pessoas corretamente entendiam que o talento simbolizou habilidades ou dons, e a palavra passou a ter esse significado principal. Outro exemplo vem da parábola que vamos focalizar neste artigo, comumente conhecida como a Parábola do Bom Samaritano.

Hoje, a palavra “samaritano” tem um sentido positivo. Muitos hospitais e instituições de caridade em vários países adotam essa palavra como parte do seu nome. Em uma pequena mensagem, registrada em Lucas 10, Jesus mudou para sempre o conceito dessa palavra.

Um estudioso das Escrituras que governavam os judeus (o que chamamos hoje de Antigo Testamento) tentou pegar Jesus despreparado com uma pergunta sobre o que seria necessário para herdar a vida eterna. Jesus respondeu com uma pergunta, e o intérprete da Lei corretamente identificou os mandamentos centrais da lei de Deus: amar a Deus e amar o próximo. Jesus elogiou sua resposta e falou para o homem viver conforme esse entendimento correto. Se o homem tivesse demonstrado a humildade de aceitar essa orientação, apesar de ter iniciado a conversa com motivos errados, ele teria saído bem. “Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?” (Lucas 10:29).

Jesus respondeu com uma parábola que mudou o nosso vocabulário. A história envolve cinco homens, três destes sendo os personagens principais. A cena da história foi a conhecida e perigosa estrada que descia a serra entre Jerusalém e Jericó. Um homem foi assaltado e deixado quase morto nessa estrada. Depois dessa introdução, Jesus chega aos personagens importantes na história.

O primeiro homem que chegou à cena do crime foi um sacerdote, membro da família mais importante na vida espiritual da nação de Israel. Ele foi um conhecedor e professor da Lei, responsável por guiar o serviço sagrado no templo. O estudioso que perguntou para Jesus teria todo motivo de confiar nesse homem e esperar dele uma conduta correta. O sacerdote viu a vítima do assalto e passou de longe! Ele não mostrou compaixão e recusou se envolver.

O segundo homem que passou foi um levita. Os levitas ficavam subordinados aos sacerdotes, responsáveis pelos trabalhos manuais do serviço no templo. Sua tribo foi privilegiada com a posição de primogênitos de Deus. A imagem desse levita, como a do sacerdote, seria positiva entre os judeus. Mas, ele não se compadeceu e evitou contato com a vítima. Continuou sua viagem sem se incomodar com o sofrimento de um outro ser humano.

Se os dois homens que, conforme entendimento popular dos judeus, seriam padrões de espiritualidade passaram de longe, o que faria um samaritano? Os samaritanos, descendentes de israelitas que se misturaram com outros povos nos séculos antes de Cristo, foram desprezados pelos judeus (João 4:9; 8:48). É quase impossível imaginar que esse intérprete da Lei teria escapado ao preconceito comum contra o povo da região de Samaria. Como deve ter sido uma surpresa quando Jesus disse que o samaritano ajudou o homem que encontrou! O samaritano fez esforço, sujou as mãos, sacrificou tempo e gastou seu próprio dinheiro para ajudar um homem desconhecido.

Apesar de ter iniciado a conversa para provar Jesus e feito uma segunda pergunta para se justificar, o intérprete da Lei foi honesto quando Jesus chegou ao fim da parábola. O Senhor perguntou: “Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?” O homem foi sincero na sua resposta, e identificou o misericordioso como o verdadeiro próximo (Lucas 10:36-37).

Não sabemos se esse estudioso mudou seu próprio comportamento, como Jesus mandou, mas nós podemos aproveitar a lição que Cristo ensinou. Jamais devemos julgar alguém inferior porque nasceu em determinado lugar ou com um tom de pele diferente do nosso. Devemos imitar o bom exemplo do samaritano e agir com amor ao próximo, qualquer que seja!

-por Dennis Allan


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