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Demandas Trabalhistas: Uma Parábola sobre Justiça e Bondade

As parábolas de Jesus servem para penetrar o coração do leitor, incentivando reflexões sobre atitudes fundamentais em nossas vidas. Algumas delas, como a parábola das orações de dois homens (Lucas 18:9-14), a do filho pródigo (Lucas 15:11-32) e a dos dois filhos enviados à vinha (Mateus 21:28-32), mostram contrastes entre duas ou mais pessoas para desafiar os ouvintes a ajustarem seus próprios comportamentos e pensamentos. Encontramos um contraste desse tipo na parábola sobre vários trabalhadores contratados no mesmo dia. Jesus começou a história descrevendo um dia no qual um homem contratou pessoas para trabalhar na sua vinha:

“Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha. Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo. Eles foram. Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma, e, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-lhes: Por que estivestes aqui desocupados o dia todo? Responderam-lhe: Porque ninguém nos contratou. Então, lhes disse ele: Ide também vós para a vinha” (Mateus 20:1-7). 

As palavras de Jesus mostram que cada trabalhador foi de livre vontade, e que o dono da vinha negociou diretamente com cada um. Não haveria motivo para alguém entender errado, ou culpar algum representante do dono por não ter comunicado bem. Não há nenhuma sugestão de exploração. Um denário seria o valor justo de um dia de trabalho.

Jesus continua com o relato do que aconteceu no fim daquele dia de trabalho: “Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até aos primeiros. Vindo os da hora undécima, recebeu cada um deles um denário. Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um. Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa, dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia” (Mateus 20:8-12).

O dono da vinha mandou acertar com todos os trabalhadores, começando com aqueles que trabalharam menos tempo. Quando ele pagou um denário para os homens que trabalharam apenas uma hora, os outros começaram a fazer cálculos sobre quanto iam ganhar. Se pagou um denário por uma hora, aqueles que trabalharam o dia todo imaginavam que iriam receber muito mais. É importante observar que os pensamentos deles não tinham nenhuma base nas palavras do dono da vinha. Eles haviam fechado acordo por um denário, e ele foi fiel em cumprir sua promessa. Eles “pensaram” que o dono deveria agir diferente do que havia dito. Julgaram seus atos com base nos seus próprios pensamentos e não a partir das palavras dele. Quando eles se compararam com os outros trabalhadores, ficaram insatisfeitos e reclamaram sobre o pagamento.

Jesus descreveu a resposta do dono da vinha: “Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]” (Mateus 20:13-16). O dono, corretamente, afirmou ser justo no pagamento. Cumpriu sua parte do contrato. Eles erraram por fazer uma comparação com outros trabalhadores quando deveriam ter focado as palavras do dono. A resposta do proprietário revela uma distinção importante. A justiça faz o que é devido, enquanto a bondade vai além do que é justo. O dono foi justo com aqueles que trabalharam o dia todo, e foi bom para com os outros.

O servo do Senhor não deve viver se comparando com outros homens, pois sua responsabilidade é com Deus. Não importa fazer mais do que o outro; importa agradar a Deus! Jamais deve questionar a justiça do Senhor, pois ninguém tem direito de julgar os atos de Deus conforme a imaginação humana. No final das contas, se Deus fosse apenas justo, todos nós seríamos condenados por nossos pecados (Romanos 3:23; 6:23). Devemos demonstrar profunda gratidão pela graça não merecida de Deus, que se mostra misericordioso e nos oferece a salvação!

-por Dennis Allan


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