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Um Grão de Mostarda: Uma Parábola sobre o Reino de Deus

Jesus Cristo foi um mestre incomparável, e um dos seus métodos mais eficazes de comunicar mensagens espirituais foi o uso de parábolas, comparações utilizando experiências comuns do dia a dia para ensinar verdades espirituais. Algumas das parábolas foram relatos detalhados da interação de várias personagens, e outras foram simples comparações de poucas palavras. Vamos considerar uma ilustração que Jesus usou para ensinar sobre expansão e crescimento.

“Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos” (Mateus 13:31-32; relatos paralelos encontrados em Marcos 4:30-32 e Lucas 13:18-19).

A parábola trata do tema principal das pregações do Novo Testamento, o reino dos céus. Devemos resistir à tentação de focalizar os enfeites (as aves e seus ninhos) ou nos perder em informações extrabíblicas (discussões sobre qual espécie de mostarda, o tamanho exato das sementes ou das plantas). Mesmo se não soubesse nada sobre essas plantas, o leitor facilmente compreenderia o ponto. O reino de Deus teria um começo aparentemente insignificante e ficaria muito grande.

Os ensinamentos de Jesus serviam para desafiar os pensamentos populares, frequentemente contrariando as orientações dos religiosos e políticos. Quando nos lembramos desse fato, percebemos o desafio de compreender essa pequena parábola. Falar que o reino dos céus ficaria grande não é surpreendente, especialmente quando lembramos que os ouvintes originais conheciam as profecias do Antigo Testamento. A autoridade do Messias foi descrita como uma montanha maior do que outros montes (Isaías 2:1-3). Seu reino, conforme profecia, iria esmiuçar e consumir os reinos dos homens e permanecer para sempre (Daniel 2:44-45).

O elemento surpreendente nessa parábola é o começo insignificante, conforme os homens medem as coisas. Uma semente pequenina daria uma planta grande. Os homens pensam em grandes conquistas e demonstrações de força. Quando Jesus estava no auge do seu ministério, com dezenas de milhares de seguidores, o povo queria fazê-lo rei (João 6:15). Até os apóstolos imaginavam um reino grande e glorioso e desejavam posições de honra e influência (Marcos 10:35-37). A resposta de Jesus para Pilatos afirmou que seu reino não cumpriria expectativas humanas e políticas (João 18:36). Até hoje, muitos ainda não compreenderam essa diferença fundamental na natureza do reino do Senhor. Muitos ainda pregam uma doutrina carnal na qual Jesus e seus seguidores precisam conquistar território para estabelecer um reino terrestre.

A realidade, porém, é outra. Jesus não iniciou seu reino no auge do apoio popular, e sim num momento em que quase todos o abandonaram. O começo foi, aparentemente, insignificante. Os embaixadores que iriam liderar a conquista foram poucos homens sem importância na sociedade. Eram doze homens iletrados e incultos de uma região desprezada (Atos 2:7; 4:13). Além dos apóstolos, havia pouco mais de 100 pessoas que ficaram depois da morte de Jesus (Atos 1:15).

Se o “exército” do reino de Jesus não foi nada impressionante, as armas também não teriam o efeito de apavorar grandes nações. Enquanto conquistadores da época usavam armas sofisticadas, cavalos e até elefantes, as armas que Jesus deu para seus soldados eram espirituais, a mais importante sendo a palavra que ele lhes deixou. Paulo disse, uns 20 anos depois da morte de Jesus: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus” (2 Coríntios 10:3-5). Fala sério! O maior reino da história seria estabelecido e mantido com palavras?

A semente foi plantada, e a planta cresceu. Na mesma cidade na qual Jesus foi morto, 3.000 pessoas foram batizadas em um só dia (Atos 2:41). Pouco tempo depois, contavam-se quase 5.000 homens (Atos 4:4). “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos 5:14). Só em Jerusalém, chegaram a contar dezenas de milhares de cristãos (Atos 21:20). A palavra foi pregada ao mundo (Colossenses 1:23) e o reino continuou crescendo. O que começou com uma pequena semente se tornou uma grande planta!

-por Dennis Allan


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