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O Sexo no Princípio

Quando ouvem as palavras “sexo” e “Bíblia” na mesma frase, muitas pessoas levantam suas barreiras mentais, não querendo ouvir um sermão com propósito de estragar os prazeres da vida. A tendência é ver a Bíblia como um livro ultrapassado, e procurar uma perspectiva mais moderna sobre esse aspecto fundamental da vida. Antes de resistir à ótica bíblica sobre o sexo, faríamos bem em avaliar honestamente o que esse livro diz sobre o assunto. Essa avaliação, porém, pode exigir esclarecimento sobre algumas atitudes distorcidas.

Discussões sobre o sexo e a moralidade tendem a se polarizar em dois extremos que, da perspectiva bíblica, são igualmente errados. Vamos considerar esses dois erros:

(1) Alguns tratam o sexo como intrinsicamente sujo, um mal necessário. Contrariando toda a evidência bíblica, alguns religiosos até sugerem que o sexo foi o pecado original cometido por Adão e Eva! Outros tratam o sexo como algo que Deus deu exclusivamente para o propósito de procriação, e tratam de maneira negativa qualquer prazer sexual. Alguns falsos mestres até ensinam que marido e mulher devem se abster do sexo. Infelizmente, não precisam ir longe para achar algum apoio para essa ideia no contexto religioso, pois milhões de pessoas defendem a noção que Maria teria negado ter relações com seu próprio marido, mesmo depois do nascimento de Jesus (que não é o que a Bíblia diz em Mateus 1:24-25). Todas essas ideias vêm de homens, e não da Bíblia! Depois de séculos de ensinamentos desse tipo, não nos surpreende observar que até muitos pais cristãos têm vergonha de ensinar seus próprios filhos sobre o assunto, deixando jovens à mercê de colegas, representantes do governo (professores, profissionais de saúde etc.) e a internet. O sexo, corretamente entendido e mantido no contexto determinado por Deus, é bom e puro.

(2) Outros consideram o sexo um mero processo biológico, sem maior significado. Embora nem sempre expressado em palavras claras, esse pensamento permeia a sociedade atual. Alguns pais incentivam seus filhos a buscar experiências sexuais. Filmes e novelas tratam o sexo como uma atividade para entretenimento, uma diversão ou conquista sem compromisso e sem sentido. A pornografia que se espalha pela internet alimenta essas ideias. Especialmente para pessoas que negam a existência de Deus e atribuem a existência humana a um processo natural de evolução, o sexo entre seres humanos se torna praticamente igual ao acasalamento de animais. Essa tendência é frequentemente manifestada quando pessoas procuram justificar diversos comportamentos sexuais porque encontram comportamentos paralelos entre animais. Assim, podem dizer que a poligamia é “natural” porque cachorros não se limitam a um parceiro, ou homossexualismo é “natural” porque alguns elefantes, besouros-da-farinha ou outros animais são homoafetivos. Não quero nem pensar nas implicações desse tipo de lógica quando as mesmas pessoas estudam espécies de polvos, aranhas e insetos entre os quais as fêmeas matam os machos depois do acasalamento! O sexo humano, da ótica saudável bíblica, não é baseado em comportamentos observados no Reino Animal.

A abordagem equilibrada desse assunto, da perspectiva bíblica, começa no dia em que Deus criou o primeiro casal. O relato bíblico da Criação diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a...” (Gênesis 1:27-28). No mesmo contexto, encontramos as instruções divinas e a descrição do relacionamento desse casal no primeiro casamento: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:24-25). Precisamos observar um fato extremamente importante aqui: Esses versículos descrevem a vontade de Deus para o casal que ele criou antes do primeiro pecado, que é registrado em Gênesis 3. Deus deu o sexo para os seres humanos logo que criou o primeiro casal. Esse relacionamento, por si só, não tem nada a ver com o pecado!

O sexo no contexto estabelecido por Deus, como um relacionamento especial entre marido e mulher, é bom, decente e puro. O problema não está no que Deus criou, mas na maneira como os seres humanos têm profanado e banalizado o presente consagrado que o Senhor nos deu. Vamos lutar para resgatar a pureza do sexo, para que possamos apreciar sua beleza e usufruir dos seus benefícios em nossos casamentos.

-por Dennis Allan


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