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Por Que Tanta Indignação?

Antes de comentar sobre o atual tumulto político, quero citar palavras confortantes escritas pelo rei Davi: “Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão. O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação. Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam” (Salmo 9:7-10). Não importa o que acontece em Brasília, Deus permanece no seu trono.

Agora, quero fazer algumas observações sobre o cenário político que domina as manchetes.

O país vive momentos de incerteza, frustração e raiva. Por que tanta indignação? Consideremos alguns princípios básicos de um país democrático. Líderes do governo são escolhidos pela população para servir o povo. Os cidadãos se sentem traídos quando esses líderes abusam do poder para benefício próprio, ou quando não cumprem seu propósito de servir. Até palavras como “ministro” significam servo, mas muitos entendem posições de ministério como cargos exaltados de domínio sobre a população, e até se acham acima das leis que governam os outros.

Não tenho interesse em justificar ou defender nenhum político corrupto, mas quero usar a realidade do país para sugerir algumas reflexões sobre coisas mais importantes. Será que nós, os cidadãos “comuns”, somos melhores do que os líderes corruptos?

Espere aí! Você pode estar pensando neste exato momento que não é nada igual aos criminosos que têm ocupado posições de grande poder no governo. Você nunca mentiu para o país inteiro. Nunca furtou milhões de reais. Nunca pediu “propina” para perverter a justiça. Que ótimo. E daí?

Será que somos iguais aos políticos corruptos? Pense comigo em alguns pontos de comparação. O povo escolheu seus oficiais para servir à população. Deus nos criou e nos escolheu para servir a ele, nosso Criador: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). Se a população brasileira tem motivos para se sentir traída quando as pessoas eleitas abusam de suas posições para benefício próprio, Deus também não sentiria traído quando nós usamos as bênçãos que ele nos dá, e até as nossas próprias vidas, para fins egoístas? Paulo falou de pessoas que distorcem a palavra de Deus por interesse (Romanos 16:18). Jesus criticou a atitude de um homem que acumulava coisas para si mesmo e não usava seus bens para servir a Deus (Lucas 12:19-21). Uma das mais severas censuras feitas por Jesus foi uma parábola sobre pessoas que abusavam de sua posição para seu próprio lucro, recusando dar o que deviam ao Senhor (Mateus 21:33-41). Cometemos um grave erro, um crime contra Deus, quando não cumprimos o nosso papel: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Eclesiastes 12:13). A NVI diz: “...porque isso é o essencial para o homem”.

Diante da divulgação de investigações e delações, o que o povo indignado quer? Ouvimos gritos nas ruas pedindo renúncia ou impeachment. Cidadãos pedem justiça e até cadeia para pessoas que têm traído os eleitores que as escolheram.

O que o Criador indignado fará conosco? Quando Jesus terminou a parábola sobre as pessoas que não pagavam o que deviam para Deus, ele perguntou aos ouvintes sobre a reação do Senhor. Eles responderam: “Fará perecer horrivelmente a estes malvados” (Mateus 21:41). Outro autor inspirado falou da justiça divina contra os desobedientes: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim me pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:29-31).

Os políticos corruptos podem escolher entre várias estratégias para tentar manter suas posições e evitar a punição. Mas nós, diante de Deus, temos uma única esperança. Quando reconhecemos nossa situação como pecadores condenados, a única solução é buscar a misericórdia de Deus (Romanos 7:24-25). Assim, temos a esperança de evitar a merecida justiça e receber a graça do Senhor!

-por Dennis Allan


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