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A Fé na Bíblia: Subjetiva ou Objetiva?

A fé descrita na Bíblia como uma condição principal da salvação é subjetiva ou objetiva? Antes de abordar esta pergunta importante, vamos esclarecer o significado dos termos. “Subjetivo é o oposto de objetivo. Um conhecimento subjetivo é aquele que depende do ponto de vista pessoal, individual, que não é fundado no objeto, mas condicionado somente por sentimentos e afirmações arbitrárias do sujeito. Um conhecimento objetivo é fundado na observação imparcial, é independente das preferências individuais” (Fonte: https://www.significados.com.br/subjetivo/).

É comum ouvir afirmações sobre a importância e o poder da fé. Quando ouvimos essas afirmações, podemos discernir entre os dois tipos de fé.

Em muitos casos, o conceito é de confiança em si, de pensamentos positivos ou de vibrações boas. São exemplos da fé subjetiva, onde a pessoa acredita em um resultado favorável porque seus sentimentos são bons.

Em outros casos, a fé comunicada é uma crença em uma coisa ou pessoa, com base em evidências da confiabilidade desse objeto da fé. Por exemplo, um médico pode afirmar sua confiança na eficácia de um certo procedimento cirúrgico, ou um construtor pode confiar nos cálculos da estrutura de um edifício porque conhece o trabalho do engenheiro responsável. A fé objetiva se baseia nas evidências examinadas.

Da perspectiva bíblica, qual tipo de fé Deus deseja de nós? Quando Paulo disse, por exemplo, que a salvação vem pela graça mediante a fé (Efésios 2:8), ele se refere a pensamentos positivos ou confiança no poder do Senhor para salvar pecadores? Paulo incentiva vibrações boas ou convicção dos fatos do evangelho?

Ao buscarmos nas Escrituras as respostas para essas perguntas, conseguimos tirar as nossas dúvidas e compreender a natureza da fé que Deus exige para a nossa salvação.

A fé necessária para a salvação é objetiva, não subjetiva. O único objeto válido da nossa fé é o próprio Senhor. Em um capítulo dedicado à demonstração da importância da fé, encontramos essa afirmação de introdução: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Quando Jesus conversou com seus discípulos nas horas antes da sua morte, ele disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (João 14:1). Por isso, Jesus abertamente afirmou a importância das evidências apresentadas (João 10:38; 20:27), e seus apóstolos se dedicaram à publicação dessas evidências por meio do seu testemunho (João 20:30-31; Atos 1:21-22; 4:20; Romanos 10:17; Hebreus 2:3-4; 1 João 1:1-3).

Percebemos que o ensinamento bíblico não focaliza o “tamanho” da nossa fé, e sim o “tamanho” do objeto dela. Jesus falou da eficácia da fé como uma pequena semente (Lucas 17:6). O erro fatal dos espiões de Israel não foi sua avaliação do seu tamanho diante dos seus adversários (gafanhotos diante de gigantes – Números 13:33), e sim a falta de confiança no Todo-Poderoso Deus que criou os gafanhotos e os gigantes! Paulo não achou conforto na sua própria força, e sim aprendeu confiar na força do Senhor: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12:10).

Essa ênfase bíblica na fé objetiva reduz a experiência espiritual a um exercício intelectualmente frio, sem emoção? De maneira alguma! Pelo contrário, quando temos a convicção da infinita grandeza de Deus e da profundeza do seu amor para com pessoas pecadoras, esse conhecimento estimula emoções profundas. A convicção do pecado produz tristeza e sentimentos de culpa (2 Coríntios 7:8-10; Atos 2:38). A crença na justiça de Deus causa medo (Hebreus 10:27). A confiança em Jesus como Salvador causa alegria (Romanos 5:10-11). Sentimentos são resultados das crenças, e nunca devem ser a base da nossa fé. Mas quando examinamos as evidências e chegamos à convicção da veracidade do evangelho, sentimos alegria e paz provenientes da esperança que vem do Senhor: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Romanos 15:13).

-por Dennis Allan


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