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Uma Caixa de Papelão

Qual pai nunca passou por esta experiência? Ele se esforça no seu trabalho e economiza dinheiro durante meses para comprar um presente especial, um brinquedo bem legal, para o aniversário do seu filho. Quando chega o dia da comemoração, o pai coloca o presente na frente do filho, e este abre a embalagem e solta alguns gritos de alegria. O pai ajuda o filho a tirar o presente da sua caixa e mostra as características do brinquedo. Com um pouco de incentivo do pai, a criança começa a brincar. Dez minutos depois, o pai se estranha ao ver o brinquedo largado no canto e a criança se divertindo com a caixa da embalagem. Uma caixa de papelão se torna mais interessante do que o brinquedo caro que o pai se sacrificou para comprar.

Deus fez um tremendo sacrifício para dar um presente aos seus filhos, homens e mulheres criados à sua imagem. Ele preparou um plano eterno, “antes da fundação do mundo” (1 Pedro 1:20), para sacrificar seu próprio Filho: “mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer” (Atos 3:18). O presente foi o perdão dos nossos pecados, a salvação oferecida pela graça de Deus mediante o sacrifício de Jesus Cristo na cruz. O apóstolo Paulo escreveu sobre esse grande presente: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:4-8).

Deus não apenas ofereceu esse presente, ele mostrou sua importância e suas características para os homens que desesperadamente precisam do seu favor. O sacrifício de Cristo não foi um evento isolado e sem sentido, mas uma demonstração de amor embalada em milhares de anos de orientação e preparo. Através do Antigo Testamento, Deus mostrou para o homem o problema do pecado e as consequências da rebeldia humana contra a boa vontade do seu benigno Criador. Centenas de profecias reveladas durante os séculos antes da vinda de Jesus serviam para preparar a mente dos homens a compreender o significado do presente que seria dado.

Como uma criança que conta os dias até o seu aniversário, esperando comer bolo e receber um presente dos pais, os fiéis em Israel viviam na expectativa do Messias, a pessoa escolhida por Deus para trazer a salvação aos homens perdidos. Quando os pais de Jesus o apresentaram no templo, um homem chamado Simeão tomou o menino e disse: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel” (Lucas 2:29-32). Em um momento difícil, sofrendo na prisão por ter pregado o evangelho, João Batista questionou o papel de Jesus, mas não duvidou da promessa de um Salvador. Ele mandou mensageiros perguntar para Jesus: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mateus 11:3). Uma mulher que encontrou Jesus ao lado de um poço disse: “Eu sei ... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas” (João 4:25).

Muitos de nós ainda falamos do amor de Deus, da graça de Jesus e da salvação que ele nos oferece mediante seu sacrifício na cruz. Mas, na prática, será que brincamos com a caixa de papelão enquanto deixamos o presente de lado? Jesus morreu para nos salvar dos nossos pecados, mas mostramos mais interesse nas coisas materiais e passageiras. Ele nos oferece a vida eterna, mas estamos mais preocupados em cuidar dos nossos corpos para estender a vida aqui. Jesus promete aos fiéis o prazer de estar na presença do nosso Criador, mas focalizamos os prazeres que encontramos nessa vida.

Como uma criança que não reconhece o valor do presente que o pai se esforçou para comprar, mostramos atitudes infantis quando investimos nas coisas desse século e deixamos de lado a salvação e a eternidade. E se o pai daquela criança ficaria triste ao ver seu sacrifício desprezado, imagine a tristeza do Pai que enviou seu Filho para morrer na cruz por nós!

-por Dennis Allan


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