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Conhecimento, Consciência e Compromisso

A decisão de se tornar seguidor de Jesus Cristo, de se converter ao Senhor, é a mais importante escolha na vida de qualquer pessoa. Jesus é o único caminho para chegar ao Pai (João 14:6) e o único meio da salvação (Atos 4:12). Ele não obriga ninguém a se converter a ele, mas também não salva aqueles que recusam se entregar ao Filho de Deus que morreu na cruz para nos salvar. Qualquer pessoa que se preocupa com a sua condição eterna deve buscar e valorizar informações sobre a salvação em Cristo. Quero resumir alguns ensinamentos bíblicos importantes para explicar o que precisamos fazer para receber o dom da salvação que Jesus oferece.

Conhecimento. A decisão de se converter a Cristo exige conhecimento de informações fundamentais. O fato de várias pessoas no Novo Testamento se converterem depois de ouvir uma única apresentação do evangelho (Atos 8:26-38; 10:23-48; 16:27-34) serve para mostrar que o conhecimento necessário não é o domínio total das Escrituras. Porém, a liberdade dos pecados exige conhecimento da verdade sobre Jesus (João 8:31-32), e das suas exigências para a salvação (Marcos 16:16; Atos 2:38; 8:35-38; 22:16). Conforme o ensinamento do apóstolo Paulo, para evitar a condenação eterna, é necessário conhecer a Deus e obedecer ao evangelho de Jesus Cristo (2 Tessalonicenses 1:8-9). Entre os pontos básicos que compõem a mensagem do evangelho são os fatos que Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo, morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou (1 Coríntios 15:3-4).

Consciência. O conhecimento dos fatos do evangelho é importante, mas não é suficiente. Uma criança de cinco anos pode recitar os fatos da história de Jesus e enumerar os passos que um pecador precisa tomar para receber perdão. A criança pode até decorar listas de pecados, mas isso não significa que ela tem consciência de culpa diante do Senhor, nem condições de tomar uma decisão de entregar sua vida a Cristo. A história das consequências do primeiro pecado ilustra essa diferença entre a inocência de uma criança e a consciência de um adulto. Antes de adquirir conhecimento para discernir entre o bem e o mal, Adão e Eva não sentiram vergonha quando andavam nus no jardim (Gênesis 2:25). Da mesma forma, uma criança pequena, incapaz de discernir entre o bem e o mal, não se envergonha de passar na frente de outras pessoas totalmente pelada. Mas depois de comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva perceberam sua nudez e se esconderam (Gênesis 3:7-8).

A volta para Deus exige ciência do nosso próprio pecado. Quando Davi procurou perdão depois de cometer adultério e homicídio, ele disse: “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Salmo 51:3). É impossível chegar a Deus na busca da salvação sem reconhecer a própria culpa e a necessidade do perdão.

Na leitura da Bíblia, percebemos uma ênfase nesse requisito da consciência do pecado, pois profetas, apóstolos e o próprio Jesus procuravam mostrar aos seus ouvintes e leitores a realidade da sua condição como pecadores diante de Deus. O Salmista comunicou a situação da nação de Israel quando escreveu: “Pecamos, como nossos pais; cometemos iniquidade, procedemos mal” (Salmo 106:6). Um dos mais importantes profetas de Judá disse: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:2). João Batista confrontou os judeus com seus pecados e os chamou ao arrependimento (Mateus 3:8). Jesus fez a mesma coisa nas suas pregações (Mateus 4:17; Lucas 13:3). Nas suas epístolas, Paulo frisou o problema do pecado de várias maneiras. Ele escreveu: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23); “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

Compromisso. É necessário entender fatos e reconhecer nossa condição, mas há mais! Jesus aceita como discípulos aqueles que negam a si mesmos, aceitam a cruz do sofrimento e sacrifício, e seguem seu Mestre (Marcos 8:34). Seus discípulos são aqueles que se submetem totalmente à autoridade de Cristo, sendo batizados e assumindo o compromisso de obedecer a todas as ordens do Senhor (Mateus 28:18-20). Servir a Cristo pode ser comparado à morte, pois o convertido renega sua vida anterior e se dedica completamente à vontade do Senhor (Gálatas 2:19-20).

A verdadeira conversão exige conhecimento, consciência e compromisso!

-por Dennis Allan


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