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Pai e Filho Trabalham Juntos

É comum ver pais e filhos trabalhando juntos, mas nem sempre pensamos sobre a cooperação do Pai celestial e seu Filho, Jesus Cristo. João 5 registra uma conversa entre Jesus e alguns outros judeus sobre sua cooperação com o Pai. Esse trecho nos ensina sobre a natureza do Senhor.

A conversa começa com conflito, pois alguns judeus acreditavam que Jesus estivesse violando a lei do sábado quando curava enfermos nesse dia sagrado (João 5:16). Jesus respondeu: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17). Jesus aponta ao sábado original, porque Deus “... descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gênesis 2:2). A afirmação de Gênesis não sugere descanso total, mas descanso daquela obra. Deus continua ativo sustentando o Universo que criou e cuidando das suas criaturas, mas descansou da obra da Criação. O ponto de Jesus é que o trabalho de Deus – tanto Pai quanto Filho – foi um trabalho contínuo. Fez perfeito sentido para o Criador curar uma criatura, e não importava o dia da semana.

A resposta de Jesus provocou uma reação negativa, porém: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18). Entenderam corretamente o significado das palavras de Jesus. Jesus não falou de Deus como Pai da nação em termos gerais (nosso Pai), mas afirmou uma relação especial e até exclusiva (Meu Pai). Pai e Filho são da mesma categoria, e assim Jesus afirmou a sua divindade, e os judeus consideravam suas palavras como blasfêmia!

Ao invés de pedir desculpas ou esclarecer o ponto, negando que esse fosse o sentido das palavras, Jesus prosseguiu com outras afirmações que reforçavam sua posição. Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz. Porque o Pai ama ao Filho, e lhe mostra tudo o que faz, e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis” (João 5:19-20). Pai e Filho cooperam no mesmo trabalho com os mesmos propósitos.

Jesus não encerrou o assunto nesse momento, mas citou dois exemplos específicos de obras que ele faria. São obras divinas, que nenhum homem teria direito nem autoridade para fazer.

Primeiro, ele dá vida: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer” (João 5:21; veja 6:33). Dar vida é uma capacidade exclusiva de Deus (Atos 17:24-25). Quando Jesus alegou ter esse poder, os judeus corretamente interpretaram suas palavras como mais uma afirmação da sua divindade.

Segundo, ele julga: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento” (João 5:22). Julgamento, no sentido de determinar o destino eterno dos homens, é vedado aos homens (Mateus 7:1) e reservado a Deus. Jesus julgará a todos (2 Timóteo 4:1; 2 Coríntios 5:10).

Quando os judeus reagiram à sugestão da divindade de Jesus, ele teve a opção de recuar, negar sua posição como Deus, e esclarecer o mal-entendido. Ou seja, se não fosse Deus, Jesus poderia ter feito assim. Mas uma vez que a mentira não faz parte do caráter nem do proceder de Deus (Tito 1:2; Hebreus 6:18), seria impossível para Jesus negar sua divindade. Ele é Deus, e assim declara a verdade quando defende sua própria divindade.

Jesus não minimizou a diferença entre sua posição e os pensamentos dos judeus. Pelo contrário, ele chamou todos a reconhecerem sua posição para poderem adorá-lo como Deus! Ele disse: “a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou” (João 5:23). Os judeus jamais negariam que o Pai fosse digno de adoração, e agora foram confrontados com o ensinamento de que Jesus fosse igualmente digno dessa honra!

Não é possível acreditar nas Escrituras como a palavra de Deus e negar que Jesus seja o eterno Deus, digno da adoração de todas as suas criaturas. Devemos honrar o Filho e o Pai!

–por Dennis Allan


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