Share Button
Fiel ao Único Marido

Apesar das atitudes de libertinagem em uma sociedade que considera a infidelidade e o divórcio normais, o casamento nas Escrituras mantém uma posição elevada. Desde o primeiro casamento, definido por Deus no jardim do Éden, o princípio que governa esta relação especial sempre foi o mesmo. Quando questionado sobre o assunto, Jesus apelou à ordem original do casamento: “Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

O apóstolo Paulo explicou esse princípio quando frisou a importância da fidelidade no casamento: “Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem” (Romanos 7:2-3). O casamento é uma relação exclusiva de um homem com uma mulher, como o mesmo apóstolo escreveu em outra carta. Devido a uma situação temporária, ele aconselhou os solteiros a não casarem, mas ainda confirmou que o casamento seria permitido, mas somente dentro do princípio revelado por Deus: “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:1-2). A proporção correta, diante de Deus, é de um homem com uma mulher.

O casamento é usado no Antigo e no Novo Testamento para explicar o relacionamento de Deus com seu povo. No Antigo Testamento, a nação de Israel foi descrita como a mulher de Deus. Ele disse ao seu povo: “dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus; e passaste a ser minha” (Ezequiel 16:8). Como Deus é o rei, a nação privilegiada foi vista como sua rainha (Ezequiel 16:13).

No Novo Testamento, a mesma figura representa a relação de Cristo (noivo ou marido) com a igreja (noiva ou esposa). O trecho mais detalhado sobre esse relacionamento se encontra na carta de Paulo aos efésios, onde ele destaca o amor de Cristo e a submissão da igreja (Efésios 5:22-33). Em outra perspectiva da mesma figura, Paulo fala da igreja como uma moça se preparando para o casamento, e enfatiza a importância da pureza dela: “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Coríntios 11:2-3). A igreja, que é composta das pessoas convertidas a Cristo, deve se manter pura para seu marido.

A infidelidade ao Senhor é descrita, portanto, como adultério. No Antigo Testamento, a idolatria do povo (relações com “outros deuses”) foi vista como traição ou adultério. Deus descreveu a nação de Judá como uma mulher adúltera: “Quão fraco é o teu coração, diz o SENHOR Deus, fazendo tu todas estas coisas, só próprias de meretriz descarada. Edificando tu o teu prostíbulo de culto à entrada de cada rua e os teus elevados altares em cada praça, não foste sequer como a meretriz, pois desprezaste a paga; foste como a mulher adúltera, que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos” (Ezequiel 16:30-32). Os primeiros capítulos de Oseias comparam o casamento de Deus e Israel com a relação de um homem e sua mulher infiel. Deus até chama os filhos para corrigirem sua mãe, dizendo que ele a rejeitou por causa do seu adultério: “Repreendei vossa mãe, repreendei-a, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido, para que ela afaste as suas prostituições de sua presença e os seus adultérios de entre os seus seios; . . . Pois sua mãe se prostituiu; aquela que os concebeu houve-se torpemente, porque diz: Irei atrás de meus amantes” (Oseias 2:2,5).

Da mesma forma, os autores do Novo Testamento trataram como infidelidade matrimonial a volta ao pecado ou ao sistema da Lei do Antigo Testamento (Tiago 4:4; Romanos 7:1-6; Gálatas 5:4). Cristo nos libertou do pecado e da Lei que governava os judeus antes da sua vinda, mas ele exige a nossa fidelidade em uma relação exclusiva com nosso único marido espiritual.

–por Dennis Allan


ESTUDOS BÍBLICOS       PESQUISAR NO SITE       MENSAGENS EM ÁUDIO      MENSAGENS EM VÍDEO     

ESTUDOS TEXTUAIS      ANDANDO NA VERDADE     O QUE ESTÁ ESCRITO?      O QUE A BIBLIA DIZ?

 

O Que Esta Escrito?
 
©1994, ©1995, ©1996, ©1997, ©1998, ©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008, ©2009
 Redator: Dennis Allan, C.P. 500 -- Jarinu – SP -- CEP: 13240-970

Andando na Verdade
©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008
Redator: Dennis Allan, C.P. 500 -- Jarinu – SP -- CEP: 13240-970

Todos os artigos no site usados com permissão dos seus autores e editoras, que retêm direitos autorais sobre seu próprio trabalho. / 
All of the articles on this site are used with permission of their authors and publishers, who retain rights of use and copyright control over their own work.

Estudos Bíblicos
estudosdabiblia.net
©1995-2017 Karl Hennecke, USA