Estudos Bíblicos

Por Que Tanto Cuidado?

Recentemente, estudei sobre louvor no Antigo e no Novo Testamento, e decidi buscar perspectivas históricas para entender mudanças que surgiram ao longo dos séculos depois dos tempos bíblicos. Ainda acredito que a Bíblia seja suficiente para nos guiar sobre todos os aspectos do serviço ao Senhor, mas achei dezenas de comentários bem interessantes em documentos publicados do segundo século até o presente.

Os cristãos primitivos entendiam a diferença entre o Antigo e o Novo Testamento. Deus revelou um sistema de lei para o povo de Israel que vivia antes de Cristo, e outra aliança para governar todos os seguidores de Jesus. Esse fato fica claro no Novo Testamento. Paulo, sendo judeu, disse que não estava mais sujeito à lei que Deus revelou por meio de Moisés (Romanos 7:6). Ele disse que aquela lei tinha uma função importante, mas temporária, para levar pessoas até Cristo (Gálatas 3:22-25). O autor de Hebreus mostrou que uma aliança sumiu para dar lugar a outra (Hebreus 8:6-13).

Muitos comentários feitos nos primeiros séculos depois dos apóstolos mostram a convicção dessa mudança de lei. Foi muito comum dizer que alguma prática do Antigo Testamento foi só para aquela época. Defendiam os ensinamentos do Novo Testamento.

No estudo da história do “cristianismo”, podemos observar muitos desvios da doutrina do Novo Testamento. Mas em cada desvio, alguém chamava atenção e insistia na importância de ser fiel na aplicação do ensinamento das Escrituras. Dentro das tradições romanas, ortodoxas e protestantes, sempre houve vozes questionando inovações introduzidas por homens. Nem sempre foram ouvidas, mas as objeções foram registradas.

Muitas igrejas hoje seriam irreconhecíveis no primeiro século. Em muitas, adoração reverente perdeu lugar para shows de rock para agradar a plateia. Gregório de Nazianzo (não é o mesmo que deu nome aos cantos gregorianos) ensinou contra tendências do mesmo tipo mais de 1.600 anos atrás: “Usemos hinos em vez de tamboris, salmodias em vez de danças e canções obscenas, aclamações de agradecimento em vez de palmas teatrais…” (Patrologia Graeca 35:709B). Quando ele comentou sobre bater palmas e tocar instrumentos na adoração a Deus, ele entendeu que essas práticas faziam parte do louvor no templo do Antigo Testamento, mas não achou lugar para elas no serviço dos cristãos.

-por Dennis Allan

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