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A Doutrina de Balaão

O nome de Balaão aparece umas 60 vezes na Bíblia. Ele foi um profeta que tentou amaldiçoar o povo de Israel para receber um bom pagamento do rei dos moabitas. Cada vez que abriu a boca para amaldiçoar, Deus controlou suas palavras, e a mensagem que saiu foi de bênção.

Quando Balaão não conseguiu enfraquecer a nação de Israel com maldições, ele usou outra tática. Sugeriu que os moabitas e midianitas convidassem os israelitas para uma festa que juntou a idolatria e a sensualidade. Como consequência, milhares de israelitas morreram.

Três dos autores do Novo Testamento incluem o nome de Balaão nos seus escritos. Em todos os casos, ele é citado como exemplo negativo de comportamentos que devem ser evitados.

Pedro escreveu: “Tendo abandonado o reto caminho, desviaram-se e seguiram pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o pagamento pela injustiça” (2 Pedro 2:15). A ganância de Balaão o levou a contrariar a vontade de Deus e, no final da história, foi a causa da sua morte.

Judas falou de rebeldes que, “movidos por ganância, caíram no erro de Balaão” (Judas 11). Ele reforça a mensagem de Pedro sobre o perigo de distorcer a palavra de Deus por motivos financeiros.

João registrou as palavras do próprio Jesus, que mandou uma carta à igreja em Pérgamo e disse: “Tenho, porém, contra você algumas coisas: estão aí em seu meio os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para que comessem coisas sacrificadas aos ídolos e praticassem a prostituição” (Apocalipse 2:14).

Enquanto Pedro e Judas avisam sobre a motivação por trás da doutrina de Balaão, Jesus enfatiza seu efeito. Balaão induziu pessoas a participarem da idolatria, comendo coisas sacrificadas aos falses deuses, e incentivou a imoralidade sexual.

Quantos líderes religiosos hoje são discípulos de Balaão? Quando alguém prega uma doutrina distorcida para ganhar dinheiro ou recusa falar toda a verdade por medo de perder seu salário, essa pessoa segue o caminho de Balaão. Quando pastores afrouxam a doutrina de Cristo para aceitar casamentos que ele rejeita, caminham atrás de Balaão.

Balaão não foi o único perdido naquela história, pois 24.000 israelitas morreram por causa da influência desse profeta ganancioso (Números 25:9). Pregadores que pervertem a doutrina serão julgados por Deus, mas levarão juntos os ouvintes que seguem seu caminho para a perdição.

Fujamos do caminho de Balaão!

-por Dennis Allan

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