
Eu estava levando meu neto adolescente para a escola quando ele perguntou, por curiosidade, sobre o fundador de uma religião que rejeita a Bíblia e nega o Deus revelado nas Escrituras. Expliquei, resumidamente, que essa pessoa pregou suas próprias ideias sem nenhuma base objetiva e nenhuma evidência para comprovar sua veracidade. Em contraste, a mensagem do Evangelho se baseia em incontáveis provas: centenas de testemunhas oculares, registros escritos logo após a vida de Jesus e preservados por pessoas que examinaram as evidências e chegaram à convicção sobre a verdade da mensagem.
Meu neto fez outra pergunta: “Por quê?”
Ele disse que a pessoa obviamente sabia que estava mentindo, então por que avançar suas ideias? Excelente pergunta!
Podemos identificar, pelo menos, quatro motivos que explicam os enganos religiosos. Em muitos casos, operam mais de uma dessas motivações.
A ganância. Paulo alertou sobre pessoas que ensinam falsas doutrinas para obter lucro financeiro (1 Timóteo 6:3-5). Pedro escreveu: “Movidos por avareza, eles explorarão vocês com palavras fictícias” (2 Pedro 2:3; ver também 2:14).
O orgulho e o desejo de receber honra e fama. Paulo falou dessa motivação (1 Timóteo 6:3-4). Jesus repreendeu severamente os líderes religiosos da sua época: “Praticam todas as suas obras a fim de serem vistos pelos outros; pois alargam os seus filactérios e alongam as franjas de suas capas. Gostam do primeiro lugar nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças e de serem chamados de ‘mestre’” (Mateus 23:5-7). O que ele diria hoje sobre pessoas que insistem em serem chamadas por títulos de honra (pastor, bispo, padre, cardinal, papa etc.)?
A loucura. Há casos na Bíblia e na História pós-bíblica de pessoas loucas que pregavam suas falsas doutrinas, até acreditando suas próprias mentiras. Por isso, Paulo falou que a pessoa que se opõe a verdade precisa retornar “à sensatez” (2 Timóteo 2:25-26 NAA) ou voltar “ao seu perfeito juízo” (NTLH). Posicionar-se em oposição à palavra de Deus é loucura!
O enganado que engana. Às vezes, falsos mestres são pessoas até sinceras, mas enganadas. O próprio Paulo agia em boa consciência quando perseguia à igreja (Atos 23:1; 26:9-10). Quando ele foi confrontado com a verdade, se arrependeu e mudou a sua mensagem. Assim, ainda há esperança para pessoas enganadas a corrigirem seu trajeto.
Por que pessoas mentem sobre questões espirituais? Boa pergunta!
-por Dennis Allan
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