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Ucraniano e Russo

História verídica. No auge da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, um ucraniano visitou uma igreja em outro país, não envolvido diretamente na guerra. Ele não falava o idioma usado no culto da igreja. Procuraram na igreja alguém que poderia servir de intérprete para ajudar o homem a participar com entendimento. Encontraram uma pessoa que falava ucraniano, um russo.

Dá para imaginar o que aconteceu. Os dois países estão em guerra. Registros indicam altos números de fatalidades nos dois lados, e ataques violentos dominam manchetes. Se o mesmo encontro tivesse acontecido na rua ou em um bar, facilmente teria levado a conflito de agressão verbal ou pior.

Mas naquela igreja, o que aconteceu foi diferente. Sem problema nenhum, o russo traduziu para o ucraniano, e facilitou as conversas desse homem com outros.

Legal? Sim. Surpreendente? Não!

Entre o povo do Senhor, há uma cidadania mais importante do que qualquer lealdade nacional. Jesus já estabeleceu esse modelo na sua escolha dos apóstolos. Ele escolheu Mateus, um servidor público do governo romano que havia invadido o território de Israel 100 antes (Mateus 10:3). Também escolheu Simão, membro de um grupo que se opusera aos romanos, às vezes com violência (Mateus 10:4). Em todos os registros dos Evangelhos e do trabalho dos apóstolos na igreja primitiva, não há um comentário sequer sobre atritos entre esses dois. Sua relação como irmãos em Cristo importava. Lealdades nacionais ou políticas perderam sua importância.

A paz entre antigos adversários é o objetivo do Evangelho. Essa paz inclui a harmonia entre povos inimigos. “Pois todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos vocês que foram batizados em Cristo de Cristo se revestiram. Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gálatas 3:26-29).

O propósito principal do Evangelho, porém, é ainda maior. Nós, seres humanos, criamos uma barreira de inimizade entre nós e Deus pelos nossos pecados, e Jesus se tornou o meio de reconciliação: “Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados pelo sangue de Cristo. Porque ele é a nossa paz” (Efésios 2:13-14).

Esquecemos os conflitos humanos quando entramos em Cristo. “Pois a nossa pátria está nos céus” (Filipenses 3:20).

-por Dennis Allan

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