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Direitos Reprodutivos: A Ironia do Debate

Nos últimos 20 anos, a questão de direitos reprodutivos se tornou tema de manchetes no mundo inteiro. Dependendo do contexto, as definições de direitos reprodutivos variam. Para algumas pessoas, o conceito significa a autonomia de decisões sobre casamento (opondo-se, por exemplo, a casamentos forçados) e sobre filhos (ter ou não, ou limitar o número). Como aspecto desse segundo ponto, muitos usam a expressão praticamente como sinônimo de direitos ao aborto induzido. Dessa forma, procuram a legalização desse “direito” no mundo inteiro.

As ironias desse debate serão ignoradas por pessoas que rejeitam qualquer noção de um soberano Criador. Pessoas que acreditam em Deus, porém, precisam analisar essa questão à luz da revelação divina, a palavra preservada nas Escrituras.

Deus não exige o casamento. Ele criou homem e mulher com a capacidade de reprodução (Gênesis 1:27-28). O casamento continua sendo uma relação especial determinada e abençoada por Deus (Hebreus 13:4).

O prazer sexual, um dos “direitos” englobados na ideia de direitos reprodutivos, vem do Senhor e ocupa um lugar importante na relação matrimonial (Provérbios 5:18-19; 1 Coríntios 7:3-5).

Deus não exige que todos tenham filhos. Na Criação do primeiro casal, ele comunicou sua intenção que reproduzissem, e foram obedientes (Gênesis 1:28; 4:1-2,25-; 5:1-4). Depois do dilúvio, ele repetiu a mesma instrução para a família de Noé (Gênesis 9:1,7). Continua sendo natural e aprovado por Deus criar filhos (1 Timóteo 5:14; Tito 2:4 etc.), mas nada nas Escrituras apresenta a reprodução como obrigação específica de todos.

A ironia implícita é simples: em todos os sentidos, essas questões dependem de Deus. Qualquer direito humano universal se baseia em alguma noção da essência da existência humana. De onde vem? A mera admissão da capacidade reprodutiva humana também nos leva a perguntar sobre a origem dessa capacidade. A maioria das pessoas atribuem a vida humana e a reprodução ao Criador. A Bíblia frisa a capacidade reprodutiva como característica de seres humanos, animais e até plantas na Criação original (Gênesis 1:11-12,22,28).

Se direitos reprodutivos vêm de Deus, devemos respeitar a intenção do Criador sobre o tema. Deus disse que a vida humana deve ser protegida e valorizada, pois os seres humanos foram feitos à imagem de Deus (Gênesis 9:5-6). Antes de defender o aborto como “direito”, devemos ouvir a palavra do Criador!

-por Dennis Allan

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