
Michael J. Behe, professor de biologia na Universidade de Lehigh nos EUA, é autor de vários livros sobre os problemas de explicações naturais das origens dos seres vivos. Um desses livros, A Caixa Preta de Darwin, aparece em várias listas dos livros mais importantes do século XX. Behe apresentou argumentos em defesa de um princípio que ele chama de “complexidade irredutível”.
Alguns capítulos do livro são técnicos e podem ser difíceis, mas a noção de estruturas e organismos irredutivelmente complexos é de fácil compreensão. Behe usa ilustrações simples, a mais conhecida sendo de uma ratoeira comum. Não conseguimos imaginar a ratoeira como produto de um processo evolutivo sem nenhum ser inteligente para projetar o dispositivo. Essa armadilha simples é composta de componentes que precisam estar em posições certas para funcionar. Se faltar a mola ou a trava onde coloca a “isca”, ela não serviria para seu propósito. Pode ser possível criar outro tipo de ratoeira ou inventar uma peça para substituir algum componente, mas essas máquinas comuns ainda são irredutivelmente complexas.
Comparado com a ratoeira, qualquer organismo vivo é muito mais complexo. Podemos pensar em incontáveis exemplos do princípio. Se considerar o processo reprodutivo de qualquer espécie de animais, ficará admirado com a complexidade. Se examinar o olho humano, pode identificar vários componentes interdependentes. Se não juntasse todos ao mesmo tempo, o olho seria um órgão inútil.
O título do livro de Behe se refere a esperança de Charles Darwin quando publicou seu livro revolucionário, A Origem das Espécies. Darwin acreditou que avanços científicos produziriam as evidências para preencher as lacunas na sua teoria, mostrando os mecanismos da evolução e verificando as etapas gradativas do processo. Behe demonstra, porém, que os avanços tecnológicos (microscópios eletrônicos, por exemplo) vêm revelando mais lacunas! Darwin nem imaginava a complexidade (irredutível) das células dos organismos. Ainda hoje, cientistas se dedicam às pesquisas para compreender o DNA, o código da vida dos organismos. Todos admitem a complexidade impressionante do código, e nenhum afirma compreensão total desse ácido que se encontra no núcleo de cada célula.
“Assim como você não conhece o caminho do vento, nem sabe como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não entende as obras de Deus, que faz todas as coisas” (Eclesiastes 11:5).
-por Dennis Allan
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