
O movimento identificado por historiadores como a “Revolução Sexual” atingiu seu ápice na década de 1960. É possível reconhecer que essa revolução foi, em parte, uma reação contra ideias distorcidas sobre a sexualidade humana. Apesar do apoio popular, especialmente na sociedade ocidental, qualquer pessoa que avalia as consequências dessa revolução à luz das Escrituras pode identificar abusos e distorções do plano divino para o sexo, desvios que continuam causando estragos terríveis na vida de muitas pessoas.
Um objetivo fundamental dessa revolução tem sido a separação do sexo e o casamento. No nome de liberação, os engenheiros sociais por trás dessas mudanças têm persuadido uma grande parcela da população de que o sexo não deve ser limitado ao casamento. Procurando evitar alguns abusos, muitos defensores da liberdade sexual ainda defendem a necessidade de permissão para tocar no corpo de uma outra pessoa. O único pecado sexual, na mente deles, é uma relação não consensual: não deve tocar sem permissão.
Pretendo voltar a essa frase depois de considerar uma história real nas Escrituras.
Isaque, filho de Abraão, se mudou para Gerar, uma cidade dos filisteus. A esposa dele, Rebeca, foi uma mulher bonita. Isaque temia que os homens da cidade matariam o marido para tomar a mulher. Por alguma lógica estranha, ele decidiu mentir e apresentar Rebeca como sua irmã. Vamos observar o relato bíblico sobre o resultado dessa mentira:
“Depois que Isaque havia permanecido ali por muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu que Isaque acariciava Rebeca, sua mulher. Então Abimeleque chamou Isaque e lhe disse:
— É evidente que ela é a sua mulher! Como é que você disse que ela era a sua irmã? Isaque respondeu: — É que eu pensei que poderiam me matar por causa dela. Então Abimeleque disse: — O que é isso que você fez conosco? Facilmente alguém do povo poderia ter se deitado com a sua mulher, e você teria trazido culpa sobre nós” (Gênesis 26:8-10).
O que foi que Abimeleque viu? É inconcebível que Isaque estivesse tendo relações sexuais com sua mulher. O texto diz que ele “acariciava” sua mulher, ou seja, estava brincando com ela e tocando de uma maneira que o rei entendeu que só pessoas casadas fariam. Carícias íntimas, mesmo não chegando ao ato sexual em si, devem ser reservadas para o casamento.
Voltemos ao conselho citado acima com um acréscimo importante: não deve tocar sem permissão divina!
-por Dennis Allan
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