
Pessoas que estudam a Bíblia honestamente admitem dificuldades com alguns textos difíceis. Quando encontramos trechos desse tipo, vale a pena investigar mais para compreender. Muitas vezes, o estudo nos leva a compreender fatos importantes.
Um exemplo é o casamento de Isaque, filho de Abraão, com Rebeca. O relato bíblico fala sobre a viagem de um servo de Abraão que encontrou a mulher certa na terra de Padã-Arã (Mesopotâmia) e a levou até Isaque. Gênesis 24:67 diz: “Isaque a conduziu até a tenda de Sara, a mãe dele. Ele tomou Rebeca, e esta se tornou sua mulher. Ele a amou; e assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.”
Com base nesse versículo, alguns afirmam que a relação sexual, por si só, constitui casamento. O argumento é simples: sem cerimônia, sem papel, sem testemunhas e sem autorização de ninguém, se duas pessoas tiverem relações sexuais, já são casadas. Porém, essa conclusão não vem das Escrituras!
O casamento é descrito na Bíblia como uma aliança (Malaquias 2:14), e assim segue o padrão de outras alianças entre seres humanos. Tais pactos, na Bíblia, envolviam acordos entre duas partes assumidos diante de testemunhas e selados com algum ato simbólico (dar um presente, entregar o calçado etc.). Encontramos exemplos nas alianças feitas por Abraão (Gênesis 21:22-32) e Boaz (Rute 4:1-10).
A consumação sexual pode ser entendida como o ato que sela a aliança matrimonial, mas não constitui, por si só, um casamento.
Uma lei pouca conhecida do Antigo Testamento esclarece o ponto. Sob a Lei dada aos israelitas no monte Sinai, se um rapaz solteiro tivesse relações sexuais com uma moça solteira, seriam obrigados a se casarem (Deuteronômio 22:28-29). O sexo não era o casamento, mas implicava na obrigação de se casar. Com isso, já entendemos que o sexo sempre tem importância, e nunca deve ser tratado como algo insignificante. Um outro texto acrescenta uma cláusula importante. No caso citado, de dois solteiros cometendo fornicação (relações sexuais não aprovadas por Deus), o pai da moça ainda teria direito de proibir o casamento (Êxodo 22:16-17). Se o mero fato de coabitarem, ou seja, de ter relações sexuais, constituísse casamento, o pai não teria como impedi-lo.
Essa lei foi dada aos israelitas e não se aplica a nós hoje, mas ainda serve para distinguir entre uma mera relação sexual e o casamento.
-por Dennis Allan
ESTUDOS BÍBLICOS PESQUISAR NO SITE MENSAGENS EM ÁUDIO MENSAGENS EM VÍDEO
ESTUDOS TEXTUAIS ANDANDO NA VERDADE O QUE ESTÁ ESCRITO? O QUE A BIBLIA DIZ?
O Que Esta Escrito?
©1994, ©1995, ©1996, ©1997, ©1998, ©1999, ©2000, ©2001,
©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008, ©2009
Redator: Dennis Allan, C.P. 500 -- Jarinu – SP -- CEP: 13240-970
Andando na Verdade
©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003,
©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008
Redator: Dennis Allan, C.P. 500 -- Jarinu – SP -- CEP: 13240-970
Todos os artigos no site usados com permissão dos seus autores e editoras, que retêm direitos autorais sobre seu próprio trabalho. /
All of the articles on this site are used with permission of their authors and publishers, who retain rights of use and copyright control over their own work.
Estudos Bíblicos
estudosdabiblia.net
©1995-2023 Karl Hennecke, USA