
Como Jesus trata sua esposa? A comparação do relacionamento de marido e mulher com o vínculo entre Cristo e a igreja (Efésios 2:22-33) sugere muitas considerações práticas para fortalecer nossos casamentos. Se todos os maridos se espelhassem em Jesus, muitas mulheres seriam bem mais felizes!
A triste realidade, porém, é que muitas pessoas, tanto homens quanto mulheres, prejudicam seus casamentos por causa de uma atitude ausente em Jesus: o egoísmo. Para muitos jovens, a vontade de casar brota dos interesses egoístas: satisfazer desejos sexuais naturais, ganhar independência dos pais, melhorar a situação financeira, buscar realização romântica etc. Quantas pessoas se casam pensando mais em si do que na outra pessoa? Como é comum o pensamento, mesmo se não falado abertamente, que “Eu quero casar porque eu vou ganhar esse benefício ou outro e eu vou sentir mais feliz”.
Quando o “eu” se torna o foco do casamento, a destruição vem logo em seguida.
A pessoa egoísta pensa mais em receber do que em dar. Jesus disse: “Mais bem-aventurado é dar do que receber” (Atos 20:35). A pessoa egoísta procura ser servida antes de servir. Jesus disse que ele “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45).
A pessoa egoísta normalmente gosta de assumir o papel de vítima para reclamar sobre a maneira que outras pessoas a tratam. Jesus se fez vítima de verdade, como sacrifício pelos outros, e mesmo assim não reclamou! “Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente, carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados” (1 Pedro 2:23-24).
Durante a pandemia da COVID-19, monitorei algumas das aulas transmitidas pelo estado para os alunos em casa. Em uma das aulas, um professor afirmou e ainda repetiu: “Uma coisa vocês precisam entender: você é a coisa mais importante do mundo”. Não precisamos nem falar sobre a falácia lógica dessas palavras para ver seu efeito negativo. Jovens que crescem ouvindo afirmações absurdas como essa se tornam adultos egoístas que valorizam seus próprios desejos e suas próprias realizações acima do cônjuge, acima da família e até acima de Deus.
A exaltação do “eu” é uma excelente estratégia para destruir casamentos e famílias.
-por Dennis Allan
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