
Historiadores identificam o ápice do poder do Império Assírio no reinado de Sargão II (722-705 a.C.). Essas datas caem exatamente no meio do trabalho do profeta Isaías, que profetizou entre 740 e 687 a.C. Não é surpreendente encontrar várias referências aos assírios no livro, e algumas mensagens dirigidas especificamente a esse povo e seus governantes.
Deus usou a Assíria como instrumento da sua justiça contra várias outras nações, entre elas, o reino de Israel. O Senhor disse: “Ai da Assíria, cetro da minha ira! A vara em sua mão é o instrumento do meu furor. Eu a envio contra uma nação ímpia, e contra o povo da minha indignação lhe dou ordens, para que dele roube a presa e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas” (Isaías 10:5-6).
A ira de Deus voltou contra a Assíria, porque esse povo não respeitou seu papel como instrumento do Senhor. Ele continua: “Ela, porém, assim não pensa, o seu coração não entende assim; pelo contrário, em seu coração só pensa em destruir e exterminar não poucas nações” (Isaías 10:7).
O problema foi que o instrumento tentou se tornar independente. Não reconheceu o domínio de Deus. Pensou que suas conquistas foram realizadas por causa do seu próprio poder militar. Nessa arrogância, a Assíria não se preocupou com a vontade de Deus. Mostrou-se cruel demais nas suas vitórias e até blasfemou contra o Senhor. Por isso, Deus perguntou: “Será que o machado pode se gloriar contra aquele que corta com ele? Ou será que a serra pode se engrandecer contra o que a maneja? Seria como se o cetro movesse quem o segura ou o bastão levantasse quem não é madeira!” (Isaías 10:15).
Ao longo da história, muitos outros têm feito o mesmo. Em alguns casos, Deus agiu diretamente para humilhar tais líderes arrogantes. Entre os exemplos de líderes arrogantes castigados por Deus encontra-se Faraó (Êxodo 5:1-2; 12:29), Nabucodonosor (Daniel 4) e Herodes Agripa I (Atos 12:20-23).
Quando pessoas se declaram independentes de Deus, cometem, pelo menos, três erros graves:
(1) Não reconhecem a soberania de Deus.
(2) Não agem conforme a vontade do Senhor.
(3) Falam contra Deus.
O problema de instrumentos independentes não se limita a imperadores e reis. Todos nós corremos o risco de fazer o mesmo. Quando negamos os papeis definidos por Deus e ignoramos os ensinamentos dele, demonstramos a mesma arrogância fatal.
-por Dennis Allan
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