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Por que nos reunimos no primeiro dia da semana? (pdf)

Por que os cristãos se reúnem todo primeiro dia da semana? Isso é apenas uma escolha arbitrária que fizemos, ou existe algo especial nisso que devemos reconhecer? Mesmo que reconheçamos esse fato como especial, ainda podemos pensar que isso parece uma escolha arbitrária. Por que não no sábado? Não que não possamos nos reunir nos sábados ou em qualquer outro dia da semana, mas isso não deve diminuir a importância e o significado do primeiro dia da semana para nós. Por quê?

Quais são algumas das razões bíblicas para reconhecermos a importância deste dia em particular?

1. A Criação como plano de fundo.

Quando pensamos sobre a importância do primeiro dia da semana, podemos observar algumas conexões entre o Primeiro Dia e a Criação. No primeiro dia da criação, Deus disse: "Haja luz" (Gênesis 1:3-5). A luz, ao longo das Escrituras, é uma manifestação da glória de Deus. Deus habita em luz inacessível (1 Timóteo 6:15-16), e em sua presença, ele é quem ilumina (Apocalipse 22:5).

A conexão que João faz com a criação em João 1 é importante. "No princípio era o Verbo ..." Jesus é o Verbo, aquele através do qual todas as coisas foram feitas: "A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" (João 1:4-5). Jesus é a luz, e a conexão entre Jesus como a luz e a separação das trevas é vital:

"Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo" (2 Coríntios 4:6).

Nele, a luz é separada da escuridão:

"O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus" (João 3:19-21).

Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12).

O ponto é que a luz está associada ao primeiro dia. O primeiro dia, desde o início, celebra a luz e, finalmente, isso aponta para a luz que nos tirou da escuridão. Para isso somos chamados: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9).

2. O Sábado como plano de fundo.

A criação inicia nossa compreensão sobre a importância do conceito do "primeiro dia", especialmente sobre sua conexão com a luz. No final da semana da criação, encontramos o conceito do sábado. Observemos também esse aspecto como base para o nosso entendimento.

Deus foi claro sobre certos dias que ele desejava que seu povo observasse. Ao dizer ao povo que se lembrasse do sábado e o mantivesse santo, ele estava deixando claro que todo sábado, cada sétimo dia, seria um dia santo para eles, no qual não deveriam fazer nenhum trabalho. Havia sentido nisso porque o sábado significava repouso, e foi baseado na semana da criação.

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êxodo 20:8-11).

Isso foi destinado aos filhos de Israel porque, como Deuteronômio 5:15 indica, eles foram trazidos de volta do Egito:

"porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado."

Um descanso também devia ser observado a cada sete anos, com a observância especial do jubileu a cada cinquenta anos (Levítico 25). A terra recebia seu devido descanso durante esse período. Propriedades eram devolvidas às famílias originais. Os escravos eram liberados. Era como um botão de reiniciar para colocar tudo de volta no estado original. "Santificareis o ano quinquagésimo e proclamareis liberdade na terra a todos os seus moradores" (Levítico 25:10).

O sábado representava liberdade, descanso e santidade. Ainda que não tenhamos recebido o sábado da mesma maneira sob Cristo, e o primeiro dia nunca é chamado de "sábado cristão", o sábado ainda é uma representação simbólica da liberdade e do descanso que temos em Cristo. Como lemos em Hebreus 4:8-11:

"Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência".

O sábado é cumprido em Cristo, e ainda compartilhamos dos benefícios e das bênçãos do que o sábado representava: liberdade, descanso e santidade. Como Jesus disse:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30).

O ponto é que, quando Deus escolhe um dia específico para que algo seja observado, precisamos ver que existe um sentido profundo, um significado que nos ajuda a apreciar ainda mais por que ele fez isso. O primeiro dia não é o sábado do Antigo Testamento, mas aponta para o verdadeiro descanso, e, como no sábado, há nele uma profundidade de significado e riqueza que devemos observar.

3. Dois grandes eventos nos ajudam a dar importância ao primeiro dia.

Primeiro, o Dia da Ressurreição de Cristo foi o primeiro dia da semana. "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida" (João 20:1).

Esse fato por si só já nos deve fazer pensar sobre a importância deste dia como o Dia do Senhor. Esta é uma das razões pelas quais nos encontramos neste dia para celebrar Sua morte e ressurreição. Jesus não apenas morreu, pois se isso fosse tudo o que aconteceu, não teríamos motivo para a nossa fé - como Paulo indica em 1 Coríntios 15. O primeiro dia da semana foi o dia em que a vitória foi declarada, o diabo foi derrotado, e o povo de Deus foi tirado da sujeira da escravidão do pecado e da morte.

Em Salmos 2, o rei ungido do Senhor é apresentado como uma resposta àqueles que queriam rejeitar as restrições de Deus: "Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei" (v. 7). Paulo cita e aplica esse trecho à ressurreição de Jesus, em Atos 13:32-33: "Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei."

A ressurreição foi a proclamação de vitória de Deus, do reinado de Cristo sobre todos. Ele "segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor" (Romanos 1:3-4). Esta proclamação foi feita no primeiro dia da semana, quando nosso Senhor ressuscitou.

Este dia, então, deve nos lembrar do poder de Deus, que "segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir" (Efésios 1:19-21). Embora nos lembremos de sua morte, não devemos pensar que a morte foi tudo o que aconteceu. Fazemos isso "até que ele venha", o que nos diz que ele está vivo, ressurgido de entre os mortos e virá outra vez.

Outra figura que apontava para a ressurreição de Jesus era a Festa das Primícias, que também devia ser observada. Encontramos aqui mais um elemento sobre o momento da ressurreição que contém grande significado. Devido a época do ano e a conexão com a Páscoa, o dia da ressurreição de Jesus também foi o dia da Festa das Primícias (Levítico 23). Este dia era celebrado depois do sábado da Páscoa, quando eram feitas mais ofertas. Isso deveria ser feito quando entrassem na terra e começassem a colher os primeiros frutos da colheita. O objetivo era demonstrar a dependência de Deus, que os trouxera para a terra, e serviria como agradecimento.

Paulo faz referência a esta festa ao falar sobre a ressurreição de Cristo: "Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem" (1 Coríntios 15:20). Paulo também disse que Cristo, nosso cordeiro pascal foi sacrificado (1 Coríntios 5:7). Observe a simbologia apresentada aqui com base no momento dos eventos - Cristo é sacrificado como nosso cordeiro da Páscoa, que tira os pecados do mundo, e é levantado como os primeiros frutos para Deus.

Essa primeira colheita foi um indicador de uma maior safra ainda por vir. Cristo, como primeiros frutos, é a garantia da grande colheita do povo de Deus que também será ressuscitado dentre os mortos. Este é o argumento que Paulo faz em 1 Coríntios 15. Porque Cristo ressuscitou, também seremos ressuscitados.

Quando nos reunimos no primeiro dia da semana, devemos pensar na morte e ressurreição de Cristo, e devemos pensar na colheita das primícias. Consequentemente, oferecemos a Deus o nosso sacrifício de louvor, mostrando a nossa fé de que nós também seguiremos a ressurreição de nosso Senhor.

Em segundo lugar, o Dia de Pentecostes era no primeiro dia da semana (Atos 2). Ao lermos o capítulo 23 de Levítico, vemos que o Pentecostes deveria ocorrer 50 dias após o sábado da Páscoa, o que novamente nos coloca no primeiro dia da semana.

Aqui havia outra colheita, uma nova oferta de cereais, o resultado do que se esperava da festa das primícias (Levítico 23:15-16). O dia de Pentecostes era importante porque representava a colheita total dos frutos da terra. O Pentecostes veio depois da festa dos primeiros frutos porque representava o cumprimento do que foi iniciado semanas antes. Este, também, deveria ser um dia de descanso.

Agora chegamos ao Dia de Pentecostes no Novo Testamento. Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado (1 Coríntios 5:7). Ele foi enterrado e elevado do túmulo no primeiro dia da semana, como primícias, no momento da festa dos primeiros frutos, tornando-se nossa garantia de que nós também seremos ressuscitados.

Atos 2 nos conta o que aconteceu no dia de Pentecostes. Não é coincidência que este seja o dia em que Deus escolheu para distribuir o seu Espírito Santo aos apóstolos, para que eles pudessem falar em línguas e proclamar o evangelho - o Reino de Deus com Cristo tendo sido elevado para assentar-se no trono de Davi. As pessoas foram tocadas por esta mensagem e perguntaram: "O que devemos fazer?", ao que Pedro respondeu:

"Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar" (Atos 2:38-39).

A narrativa continua:

"Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (Atos 2:40-42).

Observe especialmente isso: "...havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas" (Atos 2:41). Aqui estava a verdadeira colheita de Deus, com as almas sendo trazidas para uma nova vida, levantadas com Cristo no batismo com os olhos voltados para o dia da ressurreição final. Este foi o primeiro dia da semana no qual se concretizou a colheita de Deus por meio da ressurreição de Cristo. Isto é o que Deus planejou desde o início. É uma bela imagem do cumprimento dos planos e do poder do Senhor.

Agora, note outra coisa com base nisso: a partir deste ponto eles se dedicaram "na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (Atos 2:42). Essa foi a primeira vez que a Ceia do Senhor foi tomada em comunhão. Lembre-se de que Jesus havia dito sobre o câlice:

"Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai" (Mateus 26:27-29).

Esse reino se concretizou no dia do Pentecostes, naquele primeiro dia da semana, e Cristo participou da comunhão com sua nova criação. Eles deveriam, então, continuar a participar do corpo e sangue de Jesus.

4. As igrejas se reuniam regularmente no primeiro dia da semana.

Pelas notáveis razões citadas, as igrejas se reuniam no primeiro dia da semana para observar o grande memorial da morte e ressurreição de Jesus. Era nesse dia que o povo de Deus se encontrava. Atos 20:7 nos diz: "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão..." Paulo e outros discípulos haviam ido a Trôade e permaneceram ali especificamente sete dias (Atos 20:6), aparentemente, com o motivo de se encontrar com esses irmãos no primeiro dia da semana e participar da comunhão.

Esse fato de esperar sete dias não é sem importância. Eles estavam esperando por um determinado dia da semana antes de deixarem aquele local. Podemos encontrar essa atitude interessante em algumas outras passagens de Atos. Ao chegarem em Tiro, Lucas escreve: "Encontrando os discípulos, permanecemos lá durante sete dias" (Atos 21:4). Quando Paulo estava indo para Roma, novamente Lucas escreve: "onde achamos alguns irmãos que nos rogaram ficássemos com eles sete dias; e foi assim que nos dirigimos a Roma" (Atos 28:14).

Embora esses dois trechos apenas mencionem "sete dias", nos perguntamos o porquê. Por qual motivo Paulo estava esperando por esse período de tempo específico? Em Atos 20, esse mesmo período de tempo foi usado para mostrar que eles se reuniram no primeiro dia da semana. Nessas outras duas passagens, essa mesma razão se destaca como uma possibilidade forte e viável. Dado o significado desse dia mencionado em outro lugar, não é um exagero sugerir que esta foi uma das razões pelas quais eles ficaram por esse tempo. Pode haver outras.

Adicione a isso as instruções de Paulo à igreja de Corinto. Comecemos em 1 Coríntios 16:1-2: "Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for".

Paulo estava instruindo-os a fazer algo no primeiro dia da semana. Por que ele faria isso? Ele não estava ensinando que eles precisavam começar a se encontrar no primeiro dia da semana. Em vez disso, ele estava dizendo a eles para fazerem algo naquele dia, porque este era o dia em que eles se reuniam regularmente. A reunião no primeiro dia não foi uma nova instrução. Este era o dia em que eles já se encontravam. Isso é uma mera coincidência com o resto das evidências apontadas? Dificilmente.

Além disso, Paulo ressaltou que isso era o mesmo que ele havia ordenado para as diversas igrejas na Galácia. Estas não eram instruções isoladas. Isso mostra, mais uma vez, que este foi o dia de reunião regular para todas as igrejas. Então, quando voltamos a 1 Coríntios, encontramos Paulo dando instruções sobre a Ceia do Senhor no capítulo 11. Seguem algumas questões a serem observadas para os nossos propósitos atuais:

Primeiro, Paulo citou as próprias instruções de Jesus. Tenha em mente que essas instruções, embora não citadas aqui por Paulo, ainda incluíam o fato de que Jesus tomaria a Ceia com seus discípulos quando o reino viesse. Isso ele fez no dia de Pentecostes, e agora os discípulos continuavam tomando a Ceia regularmente no primeiro dia da semana.

Em segundo lugar, havia uma regularidade para isso, como encontramos no versículo 26: "Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha". "Todas as vezes" indica que eles repetiam esse ato regularmente. Lembre-se que sabemos como o dia em que regularmente se reuniam era o primeiro dia da semana, de modo que não é exagero considerar que eles tomavam regularmente a Ceia do Senhor no primeiro dia da semana, no dia em que normalmente se encontravam.

Para nos ajudar a ver que esta era a norma, vamos chamar como testemunhas alguns dos escritores antigos. Devemos notar que os escritores antigos se referiram ao primeiro dia da semana como "o Dia do Senhor", que é a frase usada por João em Apocalipse 1:10. Enquanto alguns não concordam com isso, geralmente é entendido que o Dia do Senhor é o primeiro dia.

Assim, por exemplo, na Didaquê, livro escrito no primeiro século: "Mas todo Dia do Senhor, reúnam-se e partam o pão, e deem graças depois de ter confessado suas transgressões, para que o seu sacrifício seja puro" (Bercot, 405).

Inácio, no início do segundo século, escreveu: "Não mais observando o sábado, mas vivendo na observância do dia do Senhor" (Bercot, 405).

Justino Mártir, também no segundo século, escreveu: “E no dia chamado domingo, todos os que vivem nas cidades ou no campo reúnam-se em um lugar, e as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas sejam lidos... mas domingo é o dia em que todos nós reunimos, porque foi no primeiro dia que Deus … fez o mundo. E Jesus Cristo nosso salvador foi elevado dentre os mortos nesse mesmo dia” (Bercot, 405-406).

Tertuliano, no final do segundo século, escreveu: "Nós dedicamos o domingo a nos alegrarmos por uma razão muito diferente da adoração ao sol". Alguns haviam assumido que, porque os cristãos se encontravam no domingo, eram adoradores do sol, o que foi categoricamente negado, é claro. Os cristãos adoram o Filho de Deus, não o sol no céu.

Outras testemunhas dos primeiros séculos testificam o mesmo - o primeiro dia da semana, o Dia do Senhor, foi seu dia regular de reunir e celebrar a morte e a ressurreição de Jesus. Vários referem especificamente que isso estava ligado ao dia em que Cristo ressuscitou.

5. Por que nos reunimos no primeiro dia da semana?

Encontramo-nos no primeiro dia da semana pelas mesmas razões que os primeiros discípulos. É o que Deus demonstra como sua vontade. Precisamos pensar nas conexões mais profundas. O que representa o primeiro dia?

• Deus mostra que ele quer isso. Se amamos a Deus e queremos agradá-lo, não vamos desejar nos encontrar neste dia?

• A Luz veio ao mundo (criação >> Cristo). Que dia ideal no qual nós, a nova criação, reconhecemos o poder do Verbo, a Luz do mundo, que nos trouxe vida e luz.

• A morte e a ressurreição de Cristo (comemorada na Ceia do Senhor).

• Primeiros frutos, colheita.

• Ressurreição, nova vida, salvação, vitória.

• Ação de graças.

• As promessas de Deus e o cuidado com seu povo.

• Poder do Espírito Santo (Pentecostes).

• A chegada do Reino.

Curiosamente, há uma notável ausência de ênfase em qualquer outro dia da semana em termos de importância para os cristãos (por exemplo, "segunda-feira" não tem em lugar algum o mesmo significado). O sábado manteve sua importância entre os judeus, e, portanto, eles ainda buscam observá-lo (embora devemos agora ver seu significado simbólico), mas o primeiro dia tem, claramente, um significado especial para os cristãos.

Isso não significa, é claro, que o cristianismo se limite ao primeiro dia da semana. Longe disso. No entanto, não vamos permitir que o primeiro dia da semana perca seu significado como memorial de Deus para nós.

Aqui estamos, no primeiro dia da semana, seguindo o que os apóstolos instruíram, buscando honrar o significado da ressurreição do nosso Senhor e Salvador.

-por Doy Moyer

(Tradução por Vinicius De Sousa Mendonça. Usado com permissão)


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