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Lição 5
Liberdade do Pecado Considere o contexto do capítulo 6
Em um sentido, o capítulo 6 se relaciona com os capítulos 5-8, ao discutir os resultados da justificação pela fé
Capítulo 5: Liberdade da ira
Capítulo 6: Liberdade do pecado
Capítulo 7: Liberdade da lei
Capítulo 8: Liberdade da carne
Em outro sentido, contudo, o capítulo 6 introduz uma das duas objeções à doutrina da justificação que Paulo apresenta; que ela encoraja o pecado
Capítulos 6-8 trata desta objeção
Capítulos 9-11 trata da objeção que a justificação pela fé para todos é contrária às promessas de Deus aos judeus
Com este entendimento, capítulos 1-5 são o ensinamento básico do livro, com capítulos 6-8 e 9-11 como apêndices tratando de duas possíveis objeções e então capítulos 12-16 apresentam aplicações práticas baseadas nestes ensinamentos
A objeção (justificação pela fé encoraja o pecado) tem certo peso baseado nas coisas que Paulo disse
Somos justificados pela fé e não pelas obras
Onde o pecado aumentou, a graça abundou ainda mais
Certos grupos poderiam pensar que a conclusão lógica é que devemos continuar a pecar mais e mais para que a graça pudesse crescer mais e mais
Aqueles que usam os ensinamentos de Paulo para racionalizar uma vida pecaminosa; posso continuar a pecar, e a graça o cobrirá
Aqueles que objetam à doutrina de Paulo na base de que ela encorajará outros a pecarem mais
Implicações morais do novo nascimento (6:1-11)
De modo nenhum Paulo fica desgostoso com a própria idéia (6:1-2)
Aqueles que morreram para o pecado não podem continuar a viver nele (6:2)
Uma impossibilidade moral e uma contradição lógica
Morte para o pecado significa arrepender-se, renunciar o pecado e deixar de cometê-lo
Paulo não está ensinando que o pecado é impossível para o cristão
No caso, ele não precisaria advertir contra ele
Ele fala de "viver" em pecado
Somente um louco confunde ter morrido e ainda estar vivo
Sua morte é mostrada pelo seu sepultamento (6:3-4)
Observe o raciocínio
Você não pode continuar vivendo no pecado porque você morreu para ele
Você sabe que morreu porque foi sepultado e não se sepultam os vivos
Observe estas verdades importantes sobre o batismo
O batismo é uma parte da justificação pela fé; Paulo é capaz de apresentar o batismo aqui sem nenhuma explicação porque todos sabiam que viver pela fé envolve batismo (Tito 3:5)
Deve resolver todas as perguntas sobre a ação do batismo. O batismo é um sepultamento
O ato do batismo é uma incorporação em Cristo, uma condição prévia necessária à nova vida; no batismo a morte de Cristo se torna nossa. A coisa que Jesus cumpriu por nós morrendo na cruz é aplicada a nós quando somos batizados na morte de Cristo
As Escrituras sempre apresentam o batismo como uma condição para receber a salvação, o perdão, a nova vida (Atos 2:38; 22:16; Marcos 16:16; João 3:5; 1 Pedro 3:21)
Observe a ligação com o contexto
Precisamos levantar-nos para andar numa nova vida
Esta nova vida é totalmente inconsistente com o pecado para o qual morremos
Perguntas: 1. Qual objeção é oferecida ao ensinamento sobre a justificação pela graça? Participando da morte de Cristo (6:5-7)
União com Cristo em sua morte necessariamente envolve união com ele em sua ressurreição
O velho homem é crucificado
Jesus chamou sua crucificação um batismo (Marcos 10:38; Lucas 12:50); aqui Paulo chama nosso batismo uma crucificação
O batismo não é uma suave cerimônia inspiradora mas é uma morte para todo um modo de vida
Observe que não há contradição entre justificação pela fé (Romanos 5) e justificação pelo batismo (6:7)
Participando da vida de ressurreição de Cristo (6:8-11)
Jesus
Ganhou a vitória total, decisiva e permanente sobre o pecado
Ele se levantou para nunca retornar a morrer
Ele agora vive para Deus
Nós (6:11)
Precisamos ver-nos do modo certo; realmente, este é o pensamento principal do parágrafo inteiro
Temos que renunciar decisivamente o pecado
Devemos viver para Deus em Cristo Jesus Perguntas: 1. Quantas vezes Cristo morreu? Por que Paulo mencionou este ponto? 2. Como deve ser nosso relacionamento com o pecado?
Portanto; aplicando este modo de ver-se em Cristo (6:12-14)
Não deixe o pecado reinar (6:12)
Isto não acontecerá automaticamente; precisamos não permitir que o pecado reine
Em nosso corpo mortal
O corpo é o campo de batalha contra o pecado
Nosso corpo se torna o ponto de partida onde o pecado ataca (observe 8:10)
Não ofereça os membros do seu corpo ao pecado (6:13)
Temos uma escolha deliberada a fazer
Precisamos não nos entregar ao pecado, mas a Deus
Motivação, incentivo (6:14) não sob a lei, mas sob a graça
Podemos vencer
Quando estávamos sob a lei como um meio de justificação, não podíamos escapar do serviço ao pecado
Estar sob a graça não é desculpa para pecar (6:1), mas é um chamado às armas
O poder real para nossa luta contra o pecado não está na lei, mas na graça
Há pouca motivação moral para manter limpa uma folha de papel suja, mas muita para manter limpa uma folha de papel branca Perguntas: 1. O que devemos fazer com nossos corpos? 2. Por que o pecado não deve ter domínio sobre nós?
A graça não é uma licença para cometer pecado, mas um imperativo para evitá-lo (6:15-23)
Mesmo sob a graça tornamo-nos escravos daquele a quem obedecemos; a graça não destrói a escolha humana
Só há duas escolhas; não existe liberdade absoluta
A escolha que eles já fizeram (6:17-18)
O que eles costumavam ser: escravos do pecado
O que eles fizeram: obedeceram de coração
O que aconteceu a eles: libertados do pecado
O que eles se tornaram: servos da justiça
Ele os está encorajando a viver em conformidade com a escolha que já tinham feito
Normalmente pensamos que a doutrina nos é entregue, mas na verdade, fomos entregues a ela
Os cristãos não são donos de sua doutrina
Fomos criados pela palavra de Deus e temos que estar moldados por ela
Olhe para o fruto das duas escolhas possíveis (6:19-23)
Paulo detesta o uso da palavra escravo para se referir ao nosso serviço a Deus
Mas ele queria comunicar a idéia de pertencer, de obrigação, comprometimento, e responsabilidade que a palavra escravo implica
Por outro lado, é um termo vil para o exaltado privilégio de servir a Deus
O resultado do serviço ao pecado: vergonha e morte
O resultado do serviço a Deus: santificação e vida eterna
Três contrastes (6:23)
Mestre servido: pecado ou Deus
Conseqüência do serviço: morte ou vida eterna
Meio pelo qual o resultado é recebido: salário merecido ou dom recebido Perguntas: 1. Quais são as únicas alternativas que existem na vida de alguém (6:16)? 2. Como era o estado anterior destas pessoas? 3. Como foi a mudança deles (6:17-18)? 4. Por que Paulo utilizou a figura de escravidão para descrever nosso relacionamento com o Senhor? 5. Quais são os resultados do serviço ao pecado? 6. Quais são os resultados do serviço ao Senhor?
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