Os Salmos Messiânicos (2)
(Vários)
por L. A. Stauffer

Cânticos de Sião, escritos e compostos por salmistas sobre o Messias, são cânticos de esperança.  Os cantores escreveram e cantaram a tragédia, a rejeição e a morte do Ungido de Deus, porém não o desespero.  Além do "pó da morte" estão as expectativas de um rei triunfante que será um sacerdote sobre seu trono.

Esperança e Ressurreição

Os salmistas viram a alma do Messias partir para o reino invisível do Sheol e sua carne descer à sepultura.  Mas nem seu espírito, nem seu corpo permaneceriam entre os mortos (Salmo 16:10).

Os salmistas também viram o Ungido rejeitado por seus pares, como uma pedra inadequada, rejeitada pelos construtores; entretanto, uma pedra que se tornou a principal pedra angular ­ uma fundação para a casa espiritual de Deus e uma rocha de ofensa que esmaga até o pó os desobedientes (Salmo 118:22-23; Mateus 21:42, 44; 1 Pedro 2:4-7).

Enquanto as nações, com seus governantes, se enfurecem contra o Messias, bradando por sua morte, Jeová ri deles.  Apesar da sentença de morte e da execução do Ungido, Deus o assenta em seu santo monte de Sião (Salmo 2:1-6).

A esperança dos salmistas encontra cumprimento na ressurreição do Santo de Deus. O apóstolo Pedro, no Pentecostes, apela para os Filhos de Coré, que cantaram a ressurreição, que nem foi deixado na morte, nem a sua carne viu a corrupção (Salmo 16:10; Atos 2:27-31). O apóstolo Paulo cita o mesmo salmo em Antioquia da Pisídia, para afirmar a ressurreição de Jesus, mas também chama Davi a testemunhar: "como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei" (Salmo 2:7; Atos 13:33-37).

Ascensão e Reinado

Além da ressurreição, os cantores de Israel têm a visão do reinado do Messias.  Os salmistas, contudo, não o vêem como um domínio na terra, mas à mão direita de Deus. Jeová fala ao Senhor de Davi, o Messias e o rei que viria, sobre seu domínio no céu: "Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés" (Salmo 110:1)

Pedro emprega estas palavras de Davi para descrever a ascensão de Jesus aos céus, à direita de Jeová. Ali, o apóstolo conclui, ele foi feito "Senhor e Cristo" (Atos 2:33-36).  E Deus, do trono celestial, envia o cetro da sua força e o Senhor domina no meio de seus inimigos.  Ali, à direita de Deus, o ungido fere os reis "no dia da sua ira" (Salmo 110:5).

As nações se tornam a herança do Messias e as mais distantes partes da terra sua possessão.  Ele domina com o cetro de ferro e quebra as nações e as despedaça como um vaso de oleiro (Salmo 2:7-9).  O céu é o trono do Ungido através das eras, um cumprimento da promessa e aliança com Davi, de que um descendente dele se sentaria em seu trono para sempre (Salmo 89:3-4; 132:11).

No final, o Messias nasceu e ressuscitou dos mortos.  O Filho do Altíssimo, proclamou Gabriel no seu nascimento, receberá o trono de seu pai Davi, reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e seu reinado não terá fim (Lucas 1:31-33).  Isto Deus cumpriu, de acordo com Pedro, quando elevou-o à sua direita, muito acima dos principados, potestades e domínios (Atos 2:30-36; veja Efésios 1:20-21).

Sacerdote e Intercessão

Davi, o doce cantor de Israel, prevê, como o faz o profeta Zacarias, o rei como um sacerdote em seu trono: "O Senhor jurou e não se arrependerá:  Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Salmo 110:4; veja Zacarias 6:12-13)

Ele é um sacerdote que, primeiro de tudo, tinha a si mesmo para oferecer. Quando Jeová rejeitou os sacrifícios e não tinha mais prazer em oferendas queimadas, o Messias foi o voluntário:  "Eis aqui estou . . . agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu. . . ." (Salmo 40:7-8).  Jeová preparou-lhe um corpo no qual ele foi oferecido, de "uma vez por todas" pelos pecados do mundo (veja Hebreus 10:5-10; 9:23-26).

E, como um "sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque", seu sacerdócio é "imutável", baseado no poder de uma vida "indissolúvel"; ele vive "sempre para interceder" pelos santos (Hebreus 7:17, 24-25).

Os salmos messiânicos abrangem as eras eternais, vendo o Ungido como Deus que se tornou homem, como homem que foi tragicamente rejeitado e morto e como Senhor que foi exaltado aos céus de onde veio.  Ali, como rei e sacerdote, ele consuma o plano de Jeová para as eras.  Que história!  Que Salvador! E quão lindamente contada nos versos e composições dos antigos cantores em Israel.


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