Os Salmos de História
por C.G. "Colly" Caldwell

A História envolve experiência. O que eu fiz, aonde fui, o que os outros fizeram comigo, para mim e contra mim, tudo está alojado em minha mente.  É parte da minha vida. A História envolve educação. O que cheguei a saber sobre o passado de meus antecessores, nas escolas que freqüentei e na escola da observação é também significativo para meu entendimento e para o que faço agora. A História é avaliação. O que cheguei a discernir a meu respeito e de outros, entre todos aqueles eventos que confiei à memória, é parte de como eu raciocino. É, portanto, importante com respeito a quem eu sou.

A memória é uma maravilhosa bênção de Deus. A mente humana contém o potencial para armazenar e relembrar vastas bibliotecas de informações recolhidas da experiência, educação e avaliação.  Quando a capacidade de recordar é retirada de um homem, suas ações são dificultadas e seu raciocínio é prejudicado.  É por isto que tememos as doenças de perda da memória associadas com o envelhecimento.

Deus usou a História, e a memória de Israel desta História, para motivar seu povo a louvá-lo e viver justamente.  Ele fez com que Moisés e Josué recordassem os grandes feitos que ele tinha realizado.  As crônicas de seus reis identificaram os pecados de seus dirigentes e a degradação do povo, que se seguiu.  Mais tarde, ele trouxe o seu passado à memória, na pregação de Pedro e Estêvão.

Nos Salmos, grandes relatórios extensos das obras de Deus são apresentados nos capítulos 78, 105, 106, 135 e 136.  Outra informação histórica é registrada em capítulos como 77, 89, 132 e numerosos outros que às vezes elaboram um único acontecimento.
Os primeiros oito versículos do Salmo 78 dão as razões básicas para os lembretes de Deus da História do povo de Israel.  O salmista chamou ao povo que desse ouvidos aos "enigmas dos tempos antigos", ao "que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais". Então ele disse: "Não o encobriremos a seus filhos, contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez."  Por que contar aos filhos?

Para que a geração futura possa saber

Deus tinha dado uma lei a Israel.  Essa lei não era só para uma geração.  Aqueles que a receberam deveriam passá-la adiante para seus filhos, que a passariam aos seus netos que ainda iriam nascer.

As gerações futuras não louvarão a Deus se não lhes impressionarmos com o "poder" e as "maravilhas" de Deus.  Nossos filhos precisam ouvir aqueles mesmos "enigmas dos tempos antigos" e aprender a louvar corretamente o Senhor, tanto na adoração como na vida (Deuteronômio 6:6-9; 11:19-21; Efésios 6:4; 2 Timóteo 3:15).  Pais e professores da Bíblia fazem grandes coisas quando informam os filhos como Deus libertou os israelitas do Egito, alimentou-os no deserto, puniu-os por seus pecados, livrou-os dos seus inimigos e conduziu-os ao Monte Sião (Salmo 78:9-72).  Eles precisam primeiro conhecer!

Para que possam depositar sua esperança em Deus

Quando as obras de Deus estão tão profundamente entranhadas para se tornarem intrínsecas ao pensamento de uma mente jovem, essa pessoa colocará sua esperança em Deus.  Deus quer que conheçamos o que ele tem feito para que possamos contar com ele, confiar nele e esperar que ele nos leve à bênção eterna. Uma meta precisa ser posta diante de nós.  A confiança precisa ser conseguida. Nada faz isso melhor do que ouvir como Deus cumpriu suas promessas nos dias da antigüidade.  Os desafios eram grandes.  Compromissos foram cumpridos.  Os votos e juramentos de Deus foram cumpridos por seu poder e sua justiça.

Para que possam guardar seus mandamentos

Contudo, saber e esperar não é o bastante. Temos que ser fiéis a Deus e guardar seus mandamentos (Mateus 7:21). Temos que aprender, não somente com Deus, mas com as gerações obstinadas e rebeldes do passado, cujos corações não foram corrigidos "e cujo espírito não foi fiel a Deus".

A História não está incluída na literatura da sabedoria do livro de Deus simplesmente por amor à História. Deus não registrou estes feitos do passado para o discípulo meditar sobre eles, sem propósito. Nem eram para serem cantados por divertimento. São antes padrões para nossa própria salvação e relação com a vida espiritual. Eles nos convidam a um maior amor e apreciação de Deus e através disso a um serviço maior.


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