O Salmo da Unidade
(Salmo 133)
Por Barry Hudson

Você já esteve em férias e visitou uma igreja onde a unidade fosse uma realidade profundamente enraizada?  Esta harmonia foi claramente vista pelo interesse sincero, entusiasmo e felicidade entre os membros. Ou a igreja estava com tantos atritos que você percebeu imediatamente? A unidade entre os cristãos é, às vezes como dois porcos-espinhos friorentos encostados um ao outro; eles precisam um do outro, mas se espinham um no outro!

O Salmo 133 nos dá o lado positivo da unidade.  É um cântico de ascensão que significa que quando os peregrinos subiam ao Monte Sião cantavam este Salmo juntos.  Uma das razões pelas quais Deus escolheu um lugar para adoração foi preservar a unidade da nação.  O pecado de Jeroboão na adoração do bezerro quebrou a unidade que aquela adoração em Jerusalém preservava.

No versículo 1, Davi diz que a unidade é boa e agradável.  A palavra hebraica para agradável é usada de vários modos para a harmonia da música, para um campo coberto de trigo e para a doçura do mel.  A unidade é tão doce como o mel ou tão harmoniosa como um cântico bem cantado.  Davi tinha visto bastante desunião em seu tempo de modo que, quando a nação foi reunida, que gloriosa era!  Algumas pessoas têm prazer no conflito, mas como precisamos desenvolver um coração que se agrada com a unidade!

Nos versículos 2-3, Davi dá duas ilustrações para descrever a bem-aventurança em tal unidade.  Primeiro, ele se refere ao precioso óleo.  Este óleo santo continha mirra, canela, junco perfumado e cássia.  Quando o sumo-sacerdote chegava, podia-se sentir esta suave fragrância.  Não era ofensiva a ninguém.  É deste modo que deve ser nossa comunhão com o povo de Deus.  Quando os cristãos convivem juntos em unidade, que suave fragrância isto é!

Note também que este óleo era derramado na cabeça, escorria pela barba abaixo e ia até os pés.  Isto nos diz como era completa esta unção.  Assim deveria ser nossa unidade:  total, sem levar em conta a proeminência nem o poder das pessoas, mas amando todos os que são cristãos, não importa qual possa ser sua posição na vida.

A segunda ilustração da amenidade da unidade é o perpétuo orvalho.  Duas coisas são necessárias para a formação do orvalho:  umidade e frio. Sendo a Palestina próxima ao Mar Mediterrâneo, há sempre uma grande porcentagem de vapor d'água no ar.  O Monte Hermom, aquele grande pico coberto de neve ao norte, provê o frio.  Depois do pôr do sol, com o frio do monte Hermom, a umidade é condensada em orvalho.  Se não fosse pelo orvalho no verão, toda a vegetação pereceria.  No norte de Israel, os orvalhos são tão densos que as plantas e árvores são literalmente molhadas com água à noite.  Assim, a montanha gigante está constantemente juntando e enviando nuvens que descem para Sião para levar orvalho à terra.

Davi pode estar dizendo que quando os irmãos israelitas do norte se unem com aos irmãos do sul em Jerusalém, para adorar a Deus juntos, é como este processo climático natural.  É o que mantinha os israelitas nutridos espiritualmente quando eles se encorajavam uns aos outros nas coisas de Deus.

E assim como os densos orvalhos da Palestina refrescam e revigoram a vida das plantas, do mesmo modo, a bênção da unidade desce sobre a igreja onde as virtudes espirituais podem se desenvolver e florescer nas vidas do povo de Deus.  A discórdia rompe, destrói e mata todas as virtudes mais finas que poderiam crescer facilmente sob a bênção da verdadeira unidade.

Quando os cristãos convivem em unidade, Deus pode abençoar esse relacionamento porque eles não ergueram barreiras que evitem essas bênçãos. Assim, nossa "vida" (133:3), em algum grau, depende da verdadeira unidade.

Unidade real.  Não pode ser conseguida por esforço pessoal.  Não vem com o entusiasmo da torcida.  Não se pode fazer com que venha, mas quando todas as condições são bem apropriadas, a unidade já vem.  Todos estes anos temos estado tentando produzir ou buscar unidade, mas a unidade não é algo que se possa adquirir pela procura.  Ela vem por sermos um certo tipo de pessoas ­ cristãos ­ e então ela é apenas um sub produto do caráter que estabelecemos em nossas vidas com outros cristãos de uma mesma fé.

Teriam os cristãos de hoje em dia atingido este ideal bíblico de unidade?  Que cada um de nós se pergunte:  "Será que minha relação com outros cristãos oferece a fragrância do ungüento e do orvalho refrescante e sustentador da vida? Se não, o que precisa mudar?"


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