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O Salmo do Homem Fiel
(Salmo 1)
por Jim Ward
O primeiro Salmo é direto, vívido
e poderoso. Com imagens transparentes mas irresistíveis, o salmista
confronta-nos e incita-nos com o chamado à espiritualidade. Não podemos fazer
nada mais sábio do que aceitar seus desafios.
O desafio dos dois caminhos
Podemos ser "bem-aventurados" (1:1) ou podemos "perecer"
(1:6); podemos buscar a sabedoria dos pecadores (1:1) ou ter nosso prazer "na
lei do Senhor" (1:2). Podemos ser frutíferos (1:3) ou estéreis (1:4).
É claro, há somente duas estradas para viajar e somente dois destinos possíveis.
E, igualmente claro, não podemos fazer a viagem errada e terminar no destino
certo. Jesus confirmou este princípio quando falou de somente dois caminhos, o
estreito. que conduz à vida, e o largo que conduz à destruição (Mateus
7:13-14).
É preciso convicção, integridade e coragem para permanecer na verdade que
qualquer um, que não seja comprometido com o bem, é mau. Muitos de nós
remexemos nisto, procurando alguma terceira saída, imaginada quando estamos
espiritualmente ou moralmente indecisos. O que nos leva a um desafio ainda
mais fundamental neste Salmo.
O desafio de desenvolver um caráter
Justamente como o filósofo, em Provérbios, insiste em que a sabedoria vem
somente a custo de caráter, o salmista aqui diz o mesmo sobre piedade. É grátis
para todos que a querem, entretanto é tão custosa como negar a si mesmo. Como
é normal na Escritura, a mente é tratada como a chave do homem: "como
imagina em sua alma, assim ele é" (Provérbios 23:7). Jesus
afirmou este princípio em Mateus 12:35: "O homem bom tira do
tesouro bom cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira cousas más."
Se um homem gostar da bem-aventurança, então tem que deleitar-se "na
lei do Senhor", e meditar nela "dia e noite". Como
Derek Kidner o propõe: "O Salmo se contenta em desenvolver este único
tema, implicando que o que realmente forma o pensamento de um homem, forma sua
vida." Então, aqui está a metodologia de Deus: muda o coração,
muda o homem.
"Medita" tem uma derivação interessante. Significa
"gemer, cantarolar, falar, pensar." A idéia é para ponderar,
falando consigo mesmo. Eis aqui um homem tão envolvido na palavra de
Deus, que a repete para si, repetindo uma frase aqui e um versículo ali,
dizendo-o numa voz baixa, para pegar o som e o sentido dele. Obviamente,
tal interesse vem somente do deleite; não pode ser constrangido! Lidando
com a imagem de Jesus em Mateus 4:4, C. H. Spurgeon propõe: "A lei do
Senhor é o pão de cada dia do verdadeiro crente".
Não é assim o zombador; ele escarnece a lei de Deus, mas está condenado
à frustração e à morte. Ele ridiculariza a palavra de Deus, mas não
pode destruí-la. Ele a desobedece, mas não pode fugir dela. Ele não
"prevalecerá no juízo" (1:5). Como o homem de Amós 5:19, ele
foge de um leão, somente para ser apanhado por um urso; ele se refugia em sua
casa somente para ser mordido por uma serpente. Não há como escapar de
Deus. Jonas aprendeu bem esta lição.
O desafio de confiar em Deus pelo sucesso
Aquele que resiste ao caminho dos pecadores e se regozija na vontade de Deus
será como uma árvore frutífera. Talvez Josué 1:8 seja o melhor comentário
sobre nosso texto: "Não cesses de falar deste livro da lei; antes,
medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto
nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás
bem-sucedido." Precisamos ser lembrados de que o sucesso para o
fiel não é medido pela riqueza ou posição?
Não ha maior desafio ou mais doce privilégio do que andar com Deus, como o fez
Enoque. Oh, ser justo e fazer Deus "conhecer" nosso caminho,
estar em sua amável companhia. Oh, ser abençoado, e ser uma bênção!
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