O Salmo do Grande Pastor
(Salmo 23)
por Ron Edwards

Os poucos versículos que compõem este Salmo, se apagados, deixariam um pequenino branco nas páginas de nossa Bíblia. Contudo, se os sentimentos nele expressados fossem apagados da vida, eles deixariam um buraco sem fundo no coração humano.  O coração faminto não encontraria alimento; o coração perdido, nenhuma orientação; e o coração moribundo, nenhuma esperança.  Afortunadamente, ele não foi apagado e cada homem que conhece o Senhor como Pastor, não sentirá falta de nada.  Tracemos a tese do Salmo, "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará", através da tríplice ênfase do contexto.

1. Meu Pastor dá. Não me faltará provisão. A provisão satura este Salmo: "pastos verdejantes", "águas de descanso", um "cálice transbordante", etc.  Estes, naturalmente, são símbolos do pastor dando às ovelhas o melhor, e fazendo isso abundantemente.  Mas, temos considerado o que custa ao pastor fazer tal generosa provisão?  As pastagens verdejantes simplesmente se materializam nas colinas estéreis da Palestina?  Não, estas provisões são o produto de tremendo trabalho.  O pastor precisa limpar as pedras, remover o mato rasteiro, preparar o solo e irrigar os campos.  Se isto não puder ser feito, então ele faz longas viagens para pesquisar no terreno áspero e encontrar pastagem.  Daí, as dádivas do pastor vêm somente depois de tremendo sacrifício pessoal.  Sem seu sacrifício não haveria dádivas.  Assim, sem o pastor não haveria provisão.

Então, a satisfação das ovelhas é encontrada principalmente nas provisões ou no provedor?  Seu contentamento é radicado nas dádivas ou no doador?  No doador, naturalmente!  Aprendamos que nosso Pastor proveu "toda sorte de bênção espiritual" através de tremendo sacrifício (João 10:11).  E mais, compreendamos que, se o Senhor é nosso Pastor, então as provisões são simplesmente suplementos agradáveis.  Deveremos buscar o Pastor doador por ele mesmo e nunca nos faltará provisão (Mateus 6:25-34).

2.  Meu Pastor guia.  Não me faltará orientação.  O pastor é retratado duas vezes no texto como guia.  Isto é necessário porque nenhuma outra classe de gado exige manejo mais cuidadoso, mais minuciosa condução, do que as ovelhas.  Se deixadas a si mesmas, elas pastarão em pastagens improdutíveis, e perambularão sem rumo, tornando-se "comida fácil" para predadores famintos. O homem não é diferente: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas" (Isaías 53:6).  Há caminhos que nos parecem bons, mas sempre levam à morte (Provérbios 14:12). Temos que confiar no Pastor porque só ele conhece as boas trilhas.  Ele esteve em toda parte para onde estou indo, até através da morte, e retornou (Hebreus 13:20).  Seu maior desejo é reconduzir os homens à boa trilha, uma trilha que no fim conduz a uma "coroa da glória" (1 Pedro 5:4).  Eu penso que é por isso que meu Pastor é cognominado "o Caminho" (João 14:6)!

3. Meu Pastor guarda.  Não me faltará proteção.  Algumas vezes os caminhos certos conduzem através do "vale da sombra da morte".  Quando a morte aparece no horizonte, Davi imediatamente deixa a terceira pessoa "ele" pela mais íntima segunda pessoa do singular "tu".  Davi não está mais falando sobre o Pastor, ele está conversando com o Pastor.  Note também:  na presença da morte o pastor não está mais conduzindo à frente.  Ele está ao lado, escoltando ("tu estás comigo").  As ovelhas, quando escoltadas por um pastor onipotente que é mais destemido e feroz do que todos os adversários combinados, "não temem mal nenhum".  Elas sabem que o único modo do perigo se aproximar é sobre o cadáver do pastor! Nós também, podemos ter confiança sem medo na condução de nosso Pastor, mesmo quando ele conduz através do vale sombrio da morte. É seguramente tranqüilizador saber que a sombra de um cão não pode morder, a sombra de uma espada não pode matar e com ele a sombra da morte não pode ferir.  Portanto, se ele nos guiar para a sepultura, deveríamos continuar a segui-lo ali.  Tudo que lá está é uma mortalha vazia e um lenço dobrado (João 20:6-7).  A morte é nada mais do que uma sombra sem dentes quando estamos na presença do Pastor Guardião!

Tragicamente, enquanto tudo isso que foi dito sobre o Pastor seja verdadeiro, se ele não for meu Pastor, então estarei sempre em falta. Por isso é que ele não é chamado um pastor, nem o Pastor, mas antes meu Pastor. É tão lamentável que haja tantos que conhecem o salmista, muitos mais que podem recitar o salmo, mas poucos que conhecem o Pastor pessoalmente. Você o conhece? Se sim, nada lhe falta. Se não, você nada tem.


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