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Os Salmos da Busca de Deus
(Salmos 27, 42, 63)
por Rod Amonett

"Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo" (Salmo 42:1,2). Com poucas palavras simples os Filhos de Coré descrevem uma cena da vida cotidiana que nos ajuda a entender o desesperado anseio do homem justo por Deus.

Numa circunstância semelhante, Davi implora ao Senhor:  "Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água" (Salmo 63:1).

Os "Salmos da Busca de Deus" refletem a mais profunda e mais premente necessidade que o homem pode conhecer. Uma vez que corações honestos tem conhecido a Deus, a satisfação de nossas necessidades físicas e mesmo emocionais não serão mais suficientes para nos contentar. Nem mesmo a íntima companhia de outro indivíduo preencherá o grande vazio que sentimos internamente. Deus, na verdade, colocou a eternidade dentro de nossos corações, e os homens iluminados pela verdade anseiam com todo o seu ser por "andar" com seu Criador.

O que é tão maravilhoso é que o próprio Deus deseja e possibilita esta comunhão. Paulo declarou aos atenienses que Deus nos fez para que nós o "buscássemos" (Atos 17:27), e Davi assegurou Salomão que o Senhor recompensará os que o buscam honesta e diligentemente:  ". . . porque o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento.  Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre" (1 Crônicas 28:9). Os salmistas eram homens que, certamente, já conheciam Deus. Eles tinham procurado servi-lo fielmente, mas nestes salmos eles se encontram perseguidos por inimigos e sentindo-se separados das bênçãos e associação com Deus. Há dois pontos importantes que podemos notar nestes salmos:

É nos momentos mais negros da vida que nos lembramos de nossa grande necessidade de Deus. Nos bons tempos, os homens podem desenvolver uma profunda fé em Deus e gratidão por suas bênçãos, mas é nos tempos difíceis que uma tal fé se torna nosso muito necessário conforto e aliado.  Somente quando os homens são postos face a face com sua natureza frágil e desamparada é que eles se tornam verdadeiramente conscientes da magnificente força de Deus e da preciosa natureza de seu amor por nós.

Cada um de nós enfrenta momentos de provação ou aflição, quando não há ninguém a quem possamos nos voltar, a não ser Deus.  O salmista se lamentava: "As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite", e "Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti . . ." (Salmo 42:3,6).  Davi chorou: "Não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação. Porque se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá" (Salmo 27:9-10).  De novo, Davi escreve:  "em ti medito, durante a vigília da noite.  Porque tu me tens sido auxílio" (Salmo 63:6-7).

Tais gritos pela assistência de Deus são com confiança, sabendo que Deus cuida de nós e agirá em nosso favor:  "Por que estás abatida, ó minha alma?  Por que te perturbas dentro de mim?  Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu" (Salmo 42:5).

Oportunidades para adorar com o povo do Senhor são importantes para nosso senso de comunhão com Deus.  O escritor pergunta: "Quando irei e me verei perante a face de Deus?" e diz:  "Lembro-me destas cousas ­ e dentro de mim se me derrama a alma ­ de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa" (Salmo 42:2,4).

Davi ansiava pelo tempo quando ele ofereceria em sua tenda "sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao Senhor" (Salmo 27:6).

Os salmistas viam a adoração como um grande privilégio. Eles se sentiam profundamente privados e frustrados quando eram afastados de tais ocasiões abençoadas. Sua confiança em Deus por auxílio e benevolência acendiam seu desejo de curvar-se diante de Deus e reconhecer sua grandeza.

Hoje não estamos menos desesperados em nossa necessidade da amizade e do auxílio de Deus.  Chegamos "humildes de espírito" (Mateus 5:3), cientes de que sua associação é somente para aqueles que "têm fome e sede de justiça" (Mateus 5:6). Com o salmista, proclamamos: "A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara", e:  "Como de banha e de gordura farta-se a minha alma, e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva" (Salmo 63:8, 5).


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