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Os Salmos "Oni"
(Salmos 139, 147)
por Don Truex
Fiquei aliviado ao saber que minha tarefa era
descrever as características "Oni" de Deus, e não explicá-las.
Neste assunto, tenho que concordar com Davi, que confessou que "Tal
conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso
atingir" (Salmo 139:6). De fato, o conhecimento destes detalhes não
somente ultrapassa nossa compreensão, mas nossa imaginação também. Além do
mais, não temos padrão humano pelo qual medir suas divinas características.
Mas, agora, a descrição é algo que Davi faz lindamente.
A humanidade pareceria ser demais para qualquer deus, ou panteão de deuses,
manobrar. Mas Davi, no Salmo 139, encontrou Jeová, o Deus Único e
Verdadeiro. Davi encontrou-o, não no fundo de sua imaginação, mas no
trabalho, cuidando muito de sua criação, compartilhando sua vontade e palavra,
sondando cada pensamento e ação, e intervindo benevolentemente em nossas
vidas. Ele, e somente ele, é o Deus do poder, do conhecimento e da presença.
"Tu me sondas e me conheces"
A maioria de nós temos que confessar francamente que é raro nos vermos
honestamente. Mas Deus vê. Ele nos conhece completamente. Ele é o
primeiro a dizer "Bom dia", quando nos levantamos e o primeiro a
perscrutar nossa atividade durante o dia: "Sabes quando me assento e
quando me levanto . . . Esquadrinhas o meu andar . . . e conheces todos os meus
caminhos" (139:2,3). Ele sabe o que pretendemos dizer, o que de
fato dizemos, o que desejaríamos ter dito, e o que pensamos sobre dizer: "Ainda
a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda"
(139:4). E note como o salmista torna pessoal esta doutrina:
"Sabes quando me assento e quando me levanto . . . todos os meus
caminhos". A criação é o mais grandioso experimento de Deus e a
humanidade sua maior obra. Como um criador e sustentador bondoso e justo, ele
tem conhecimento do mais minucioso pormenor de nossas vidas.
"Para onde fugirei da tua face?"
Não é simplesmente que Deus nos conheça, mas ele é sempre nosso
companheiro e benfeitor. Sua presença não é para ser evitada (e por que os
homens justos quereriam isso?), "pois nele vivemos, e nos movemos, e
existimos" (Atos 17:28). Altura, profundidade, velocidade, trevas, luz;
nenhuma é suficiente para nos esconder da presença de Deus. Isto não é para
retratar o Pai como um policial cósmico, observando cada movimento de cada
criatura, ansioso para saltar com prazer sobre nossas faltas. Sua presença é
principalmente para nosso bem. Que maravilhosa segurança é para seus filhos,
que, não importa o tempo ou o lugar, aí "me haverá de guiar a tua mão,
e a tua destra me susterá" (139:10).
Talvez seja isto o que faz do pecado o crime hediondo que é. Ele não é
cometido no segredo que ingenuamente pensamos que a escuridão oferece. O
pecado é uma afronta ao Todo-poderoso e à sua face. É traição da mais alta
ordem, cometida aos próprios pés de seu trono. E assim, ele pergunta: "Ocultar-se-ia
alguém em esconderijos, que eu não o veja diz o Senhor; porventura, não
encho eu os céus e a terra?" (Jeremias 23:24).
"Por modo assombrosamente maravilhoso me formaste"
Os homens estão estupefatos pelas últimas inovações da tecnologia de
computadores, médicas ou científicas. Entretanto, tudo isso é pálido
em comparação com a capacidade e poder inigualável de criar e sustentar.
Maravilhamo-nos porque, pelo engenho humano, somos capazes de fundir juntos os
elementos necessários para animar um robô, enquanto ignoramos freqüentemente
a mão onipotente de Jeová, que "me teceste no seio de minha mãe"
(139:13). Ele "bordou" ou "teceu" juntos veias e tendões,
músculos e nervos. É a verdade que somos formados "por um pouco,
menor que os anjos". Porém, somos coroados "de glória
e de honra" (Hebreus 2:7). Reflita na sabedoria e poder que
entrou na criação de seu coração, o amor e a bondade empregados no projeto
de seus olhos, a benevolente reprodução de um pedacinho de seu Pai ao lhe dar
uma alma. É fácil de entender a admiração de Davi.
"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração"
A onisciência, onipresença e onipotência de nosso Pai deveria evocar
naturalmente uma justa resposta. Tivesse ele assim determinado, Deus poderia ter
usado essas espantosas características em nosso prejuízo antes que em nosso
benefício. Como é adequado, como é absolutamente apropriado, que Davi
e nós a sua semelhança dê a Deus a mão livre que ele deseja para
ajudar-nos no "caminho eterno", e o coração humilde e obediente,
necessário para assim fazer.
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