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Oséias 2:2-23


**Obs.: Neste trecho, Deus está falando sobre Israel como sua mulher adúltera (veja 2:16).

2:2-8

Deus tem motivo inegável para repudiar Israel: As prostituições e adultérios dela.

Ele, porém, gostaria de poupá-la. Para fazer isso, teria que ver o arrependimento dela.

**Obs.: Embora o livro de Oséias não seja um livro de regras de como lidar com o adultério, podemos observar algumas coisas importantes que ajudam em saber como tratar adúlteros. Aqui já observamos o primeiro ponto: o perdão (por parte do marido) do adultério da mulher dependia do seu arrependimento. Deus sempre está disposto a perdoar, mas a falta de arrependimento do pecador impede a comunhão (veja Isaías 59:1-2).

Se Israel não se arrepender, Deus a deixaria sofrer as conseqüências do pecado. Ela se tornaria em terra seca e os filhos sofreriam.

Quando Israel foi atrás de amantes (ídolos), ela achou que eles fossem a fonte das suas necessidades.

**Obs.: O Diabo e seus servos (sejam religiões falsas, tentações carnais, etc.) oferecem coisas atraentes para nos enganar. Muitas pessoas acham que os benefícios do erro justificam os riscos. Pode haver alguns benefícios-prazeres, lucros, amizades, etc.- mas o preço final é sempre mais alto do que o valor dos benefícios. "Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?" (Jeremias 5:31).

Deus, como marido, impediu o acesso de Israel aos seus amantes, dando-lhe motivo para voltar e buscar o marido.

**Obs.: Felizes são os pecadores que enxergam a realidade e deixam o pecado para voltar ao Senhor!

De fato, não foram os amantes e sim o próprio Senhor que sustentava Israel. Ela tomou as coisas que Deus lhe deu e as usou para servir Baal (um falso deus).

**Obs.: Ezequiel 16 apresenta uma versão mais ampla desta mesma história, só que a esposa em Ezequiel é Judá e não Samaria.

2:9-13

Quando Israel insistiu em praticar a prostituição espiritual, Deus decidiu castigá-la. O castigo incluiu vários aspectos:

-Ele retinha as necessidades que sempre lhe havia dado (9).

-Ele deixou Israel exposta diante dos amantes, onde os outros perceberam a pobreza e nudez dela (10).

-Ele tirou o gozo que ainda restava na vida dela (11). As coisas citadas neste versículo se referem ao gozo da comunhão com Deus (Festas, sábados e solenidades). Deus lhe negou a comunhão devido à infidelidade do povo.

-Ele destruiu as coisas que ela recebeu, supostamente, dos amantes (12).

-Ele deixou o povo sofrer durante um determinado tempo, conforme o tempo em que andava na idolatria (13).

**Obs.: As conseqüências do pecado são, freqüentemente, os resultados naturais do próprio erro. Deus simplesmente parou de proteger e cuidar do povo, e Israel sofreu nas mãos dos próprios amantes. O mundo ensina algumas lições duras quando uma pessoa se entrega ao pecado (veja a parábola do filho pródigo, Lucas 15:11-32).

**Obs.: Mais uma aplicação em relação aos adúlteros. A vítima (a pessoa ofendida pela traição do companheiro) não deve proteger o pecador, ainda não arrependido, das conseqüências do crime cometido. Deus amava a Israel, mas ele a deixou sofrer para chegar ao remorso necessário para a reconciliação. A pessoa que comete adultério normalmente se encontra depois desamparada e pode até passar por privações. Tais conseqüências do erro podem ser exatamente o que precisa para refletir e chegar ao arrependimento.

2:14-23

Depois do período de sofrimento, Israel é atraída de novo pelo próprio marido. A figura aqui é de um namoro e reconciliação.

Deus atraiu a sua mulher infiel e a levou para o deserto para falar ao coração. Deus age para possibilitar a volta dela, mas somente num lugar longe dos amantes.

Ele a trata bem, como nos dias do namoro com a jovem.

**Obs.: O vale de Acor se torna em porta de esperança (15). Acor quer dizer desastre ou desgraça. Foi o lugar onde Acã morreu depois do seu pecado na conquista de Canaã (Josué 7:24-26). Por meio da desgraça do cativeiro na Assíria (veja 11:5), o povo encontraria a esperança da nova vida. Os momentos difíceis em nossas vidas, até as correções que Deus nos dá como filhos, servem como portas de esperança (veja Hebreus 12:4-13).

Ela chamaria Deus de "meu marido", não de "meu Baal" ou "meu senhor" (16-17).

**Obs.: A palavra "baal" significa "senhor" ou "mestre". Chamando Deus por este nome, no contexto da idolatria do povo, estaria deixando-o no mesmo nível com estes falsos deuses. O ponto não é de falta de respeito, pois ele é realmente o único Senhor. É questão de restabelecer a intimidade de marido e mulher, nem falando mais dos amantes.

**Obs.: Mais uma lição que ajuda na reconciliação depois do adultério. A adúltera deve cortar todo contato com o seu amante. Para mostrar o arrependimento, o próprio marido deve ser o único homem na vida dela.

Deus daria de volta a terra perdida, e deixaria o povo habitar em segurança (18).

Ele faria uma aliança de casamento para sempre com a sua mulher arrependida (19-20).

**Obs.: O amor de Deus. Depois de tudo que Israel fez, repetidas vezes traindo o marido bondoso que tanto a amava, ele se dispôs a tomá-la de volta e entrar numa nova aliança de casamento. Que amor!

Ele seria um Deus bondoso, e ela um povo fiel e abençoado (21-23).

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