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Segunda Parte: Os Amigos de Jó Debatem com Ele
Lição 4: O segundo discurso de Elifaz (15:1 - 17:16)


I. O segundo discurso de Elifaz (15:1-35)

A. Elifaz repreende Jó (vs. 1-13).

1. Os discursos de Jó foram nada mais do que conversa vã (vs. 1-3).

2. Além do mais, Jó pôs de lado a reverência a Deus e abandonou sua religião (v. 4).

3. Elifaz afirma que os próprios discursos de Jó são evidência de sua culpa (vs. 5-6). Pode ser que Elifaz esteja sugerindo que as palavras de Jó sejam suficientes para condená-lo, fora qualquer pecado que ele possa ter cometido no passado (v. 6).

4. Elifaz acusa Jó de arrogância (vs. 7-11).

a. "Pensa Jó que ele é o único a ter sabedoria?"

b. "Jó está a par da sabedoria secreta de Deus?"

c. Elifaz afirma que os pensamentos expressos por ele e os outros dois amigos são apoiados por aqueles que têm mais idade e experiência (vs. 9-10).

d. "Jó desdenha as ‘consolações de Deus’?" (Elifaz está provavelmente se referindo às palavras dos amigos ou, pelo menos, a seus discursos - v. 11).

5. Elifaz repreende Jó por seu discurso ousado (vs. 12-13).

B. Elifaz afirma a inevitabilidade do pecado e assim, do sofrimento (vs. 14-16).

1. Os versículos são semelhantes a uma parte do primeiro discurso de Elifaz (4:17-19).

a. Em 4:17-19, o destaque recai sobre a fragilidade do homem; aqui, a corrupção do homem é ressaltada, talvez mesmo exagerada para realçar.

b. Ainda que Elifaz não aplique estas palavras diretamente a Jó, parece haver pouca dúvida que ele tenha Jó em mente.

2. Uma progressão pode ser vista nos discursos de Elifaz, à medida em que ele fica mais impaciente e severo com Jó.

C. Elifaz reafirma sua teoria a respeito do sofrimento e o destino do ímpio (vs. 17-35)

1. Ele inicia seus comentários apelando para a antigüidade e pureza dos sábios (vs. 17-19).

2. O ímpio é retratado como temendo as calamidades futuras, mesmo enquanto goza de prosperidade no presente (vs. 20-24).

3. Elifaz descreve o ímpio como sendo rebelado contra Deus, como um guerreiro atacando Deus com armadura completa (v. 26).

4. Elifaz assevera que mesmo se o ímpio for próspero no presente, sua impiedade o "alcançará" e sua prosperidade faltará (vs. 29-31).

5. Fazendo uso de figuras agrícolas, Elifaz ressalta a extrema esterilidade do perverso (vs. 32-35).

II. A réplica de Jó (16:1 - 17:16)

A. Jó descreve seus amigos como "consoladores molestos" (16:1-5). Ele poderia até dizer as mesmas coisas sem significado, se no lugar de Jó estivessem os seus amigos sofrendo, mas mesmo assim procuraria fortalecê-los e confortá-los.

B. Jó descreve a hostilidade de Deus contra ele (16:6-14).

1. Nem discurso nem silêncio aliviam sua aflição (v. 6).

2. Sua condição de miséria e de magreza é testemunho de que Deus o tem afligido e está o considerando culpado de algum pecado.

3. Por meio de uma série de figuras pitorescas, Jó acusa Deus de ter praticado violência contra ele. Tal como um animal feroz, Deus range os dentes contra Jó. Deus é, mais ainda, retratado como um lutador, um arqueiro e um guerreiro, porque assalta Jó com sofrimento.

C. Jó continua a protestar sua inocência (16:15 - 17:5).

1. Ele fala de sua tristeza (vestido de pano de saco, cabeça no pó, etc.), apesar de sua inocência.

2. Ele se dirige à terra figuradamente, exigindo justificação (vs. 18). Seu pensamento parece ser que o sangue injustamente derramado exige justiça de Deus enquanto permanece sobre a realidade da terra, não é coberto (veja Gênesis 4:10; Ezequiel 24:7-8).

3. Não encontrando conforto ou auxílio em seus amigos (16:20), Jó exprime o desejo de um mediador (v. 21).

4. Afirmando que seu tempo de vida é curto, Jó faz a Deus uma petição incomum, que lhe dê uma segurança (de sua inocência) contra o próprio Deus.

a. Seus amigos zombam de sua declaração de inocência (17:2).

b. Eles são incapazes de agir como testemunhas de sua inocência porque estão cegos para seu caso (17:4).

D. Mudando de direção novamente, Jó declara que Deus fez dele um "provérbio dos povos" (vs. 6-9).

E. Jó contraria seus amigos (17:10-16).

1. Os amigos predisseram luz (vida, bênçãos) se Jó ao menos se arrependesse.

2. Jó afirma que não tem esperança em tais bênçãos.


Perguntas Para Estudar:

Que acusações Elifaz apresenta contra Jó?

Como Elifaz descreve o ímpio (15:17-28) e o que ele diz ser o futuro do ímpio?

Compare 15:14-16 com 4:17-19.

Como Jó se refere aos seus amigos (16:1-5)?

Como Jó descreve o tratamento que Deus lhe dá?

O que Jó solicita em 16:18? E em 16:21?

Que petição incomum Jó faz a Deus em 17:3? Por que ele faz este pedido a Deus, em vez de a seus amigos? 


 

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