Segunda Parte:
Os Amigos de Jó Debatem com Ele
Lição 3: O primeiro discurso de Zofar
(11:1 - 14:22)
I. O primeiro discurso de
Zofar (11:1-20)
A. Zofar começa seu discurso
repreendendo asperamente Jó por sua impertinência (pelo menos como Zofar a vê)
- ( vs. 1-6).
1. Ele se vale de diversas
perguntas para sugerir que Jó não deve pensar que silenciou os outros com
sua má vontade em aceitar os argumentos deles (vs. 1-3).
2. Zofar exprime seu desejo de que
Deus na verdade confrontasse Jó. Ele acredita que Jó acharia que Deus
realmente está castigando-o menos do que merece (vs. 4-6)!
B. Zofar ressalta a
inescrutabilidade dos caminhos de Deus (vs. 7-12).
1. A sabedoria de Deus é muito
elevada para o homem e seu poder é irresistível (vs. 7-10).
2. Deus é capaz de reconhecer o
pecado nos homens mesmo se eles próprios forem incapazes de vê-lo. Para
demonstrar a possibilidade de homens como Jó se tornarem sábios (talvez para
seu próprio pecado?), Zofar sugere que tal evento é tão provável como um
jegue dar nascimento a um homem (vs. 11-12).
C. Zofar termina seu discurso de
modo semelhante a Elifaz e Bildade (vs. 13-20).
1. Ele admoesta Jó a se
arrepender e fala das bênçãos disponíveis para Jó no arrependimento.
2. Zofar realmente descreve o
arrependimento e seus frutos muito bem mesmo.
a. "Se dispuseres o
coração..." (v. 13) - o arrependimento é literalmente uma
mudança de vontade.
b. "...e estenderes
as mãos para Deus" (v. 13) - talvez o primeiro fruto que o
arrependimento produza seja a confissão do pecado diante de Deus e a busca
do perdão.
c. "...se lançares
para longe a iniquidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a
injustiça" (v. 14) - outra conseqüência do arrependimento é
a reforma da conduta.
II. A réplica de
Jó a Zofar e seus outros dois amigos (12:1 - 13:19)
A. Jó evidentemente começa sua réplica
com uma boa dose de sarcasmo (vs. 1-12).
1. Ele observa que, ainda que eles
possam pensar que são os únicos que têm alguma sabedoria, ele também sabe
as coisas que eles sugeriram (vs. 1-3).
2. Ele, contudo, chama a atenção
deles para a realidade de que a teoria deles não se ajusta aos fatos (vs.
4-6).
a. Aqueles que estão seguros têm
tendência a agirem de modo condescendente para com o desafortunado, aquele
que está sofrendo (vs. 5).
b. Conquanto Jó seja justo,
seus amigos zombam dele e ainda "as tendas dos tiranos gozam
paz" (12:6). O uso que Jó faz da palavra "seguro" no
versículo 6 pode ser uma referência ao comentário de Zofar em 11:18.
3. Jó continua seu sarcasmo,
observando que a sabedoria de seus amigos é possuída até pelos animais (vs.
7-12). Ele não parece estar depreciando a sabedoria dos amigos, mas antes
sugere que eles não precisam ensinar-lhe o que é universalmente sabido.
B. Jó faz uma descrição do poder
divino (vs. 13-25). Ainda que Jó afirme a sabedoria e a prudência de Deus, ele
insiste nos atos destrutivos de Deus.
C. Os amigos de Jó são "médicos
que não valem nada"; ele deseja falar com o Todo-Poderoso
(13:1-19).
1. Lembrando de novo seus amigos
que ele tem o mesmo conhecimento que eles possuem, ele os admoesta a ficarem
calados (vs. 1-12).
a. Ele testifica que os
argumentos deles não têm valor.
b. Ele os repreende por
demonstrarem parcialidade em sua defesa dos atos de Deus e sugere que Deus
os castigue por isso (vs. 7-11).
c. Os amigos têm mostrado
parcialidade para com Deus, assumindo que Jó tinha pecado. Na opinião
deles, Jó não poderia ser inocente e ainda sofrer; pois isto sugeriria que
Deus era injusto ao afligir Jó. Como Jó, os amigos não parecem reconhecer
a existência de Satanás e assim atribuem o sofrimento de Jó a atos de
Deus. Ao assumirem a pecaminosidade de Jó, eles tinham respeitado a pessoa
de Deus, enquanto se recusavam a aceitar a possível inocência de Jó!
2. Jó pretende defender seu caso
diante de Deus sem se importar com as conseqüências (vs. 13-19).
a. Parece que Jó ainda está se
dirigindo aos seus amigos, nesta parte.
b. Jó expressa sua confiança
em que será justificado.
III. Jó fala a
Deus (13:20 - 14:22)
A. Jó faz duas petições em
preparação para a defesa de seu caso (vs. 20-22):
1. Uma pausa no seu sofrimento
(vs. 21).
2. Que Deus se comunique com ele
(vs. 22).
B. Jó pede a Deus que revele seus
pecados e expressa perplexidade quanto ao motivo pelo qual Deus o está tratando
como um inimigo (vs. 23-27).
C. Jó comenta a brevidade da vida
do homem (13:28 - 14:6).
1. Em vista da vida curta do
homem, por que o julgamento de Deus é tão rigoroso?
2. Jó pede que Deus desvie dele
seus olhos e permita que ele descanse no tempo que sobrou.
D. Jó observa a desesperança do
homem (14:7-22).
1. Diferente da árvore que
rebrota de suas raízes, mesmo depois de ter sido cortada, o homem morre e
"não se levanta" (vs. 7-12)
a. À primeira vista, parece no
versículo 12 que Jó não crê numa ressurreição dos mortos. Contudo, Jó
está falando, possivelmente, da renovação de sua vida física, neste versículo.
Jó está então dizendo que o homem não pode viver outra vida física
(observe a ilustração da árvore) como a que ele perdeu, mas que ele não
cessa de existir na morte.
b. Parece que Jó tem alguma
esperança de uma ressurreição (v. 14).
2. Jó exprime seu desejo de que
Deus escondesse-o na sepultura até um tempo em que sua ira passasse e ele
voltasse a "lembrar-se" dele.
3. Jó termina seu discurso em
desespero (vs. 18-22). Tão certo como a erosão acontece, Deus destrói a
esperança do homem.
Perguntas Para
Estudar:
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Qual parece ser o estado de
espírito de Zofar evidenciado por sua palavras em 11:2-6? Por quê?
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Qual o rumo da ação que
Zofar recomendou a Jó (11:13-14)?
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Jó está sendo sarcástico em
12:1-3?
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Que admoestação Jó dá aos
seus amigos (13:5) e por quê?
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Deus determina por quanto
tempo o homem viverá?
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Que petição Jó faz a Deus
em 13:23?
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Jó está dizendo que não há
ressurreição e que o homem não tem alma eterna (14:10-12)?
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