Terceira Parte:
A Defesa Final de Jó e a Réplica de Eliú
Lição 4: O terceiro discurso de Eliú e a
Conclusão (35:1 - 37:24)
I. O terceiro discurso de Eliú
(35:1-16)
A. Eliú cita as queixas de Jó
(35:1-3).
1. A citação no versículo 2 ("Maior
é a minha justiça do que a de Deus?") não parece ser uma citação
real de Jó, mas antes a percepção de Eliú da opinião de Jó.
2. Enquanto a citação no versículo
3 também não parece ser uma citação palavra por palavra, ela parece conter
o sentido das palavras de Jó em 9:28-31.
B. Eliú replica às alegações de
Jó (35:4-8).
1. A referência a
"amigos" (v. 4) provavelmente significa outros com a atitude de Jó
, antes que seus três amigos Elifaz, Bildade e Zofar.
2. Ele chama a atenção de Jó
para o fato de que um Deus transcendente não é afetado (ajudado ou atingido)
nem pela justiça do homem nem pela impiedade (vs. 5-7).
3. Eliú não parece estar dizendo
que Deus é indiferente ao comportamento do homem (veja 36:5-15).
4. Outros homens são afetados
pelo comportamento de um homem (v. 8).
C. Eliú explica porque Deus deixa
de aliviar algum sofrimento (35:9-13).
1. Os oprimidos clamam (v. 9), mas
Deus não responde (v. 12).
2. Eliú sugere que a razão
porque Deus não responde é porque aqueles que clamam freqüentemente o fazem
sem intenção de reconhecer a soberania de Deus ou glorificá-lo, pois são
muito orgulhosos (vs. 10-12).
D. Eliú repreende Jó (35:14-16).
1. Eliú observa Jó dizer que
apresentou seu caso e não pode encontrar Deus para ouvi-lo. Eliú aconselha-o
a ser paciente, porque Deus conhece sua situação e agirá (v. 14).
2. Jó disse que ansiava por um
encontro face a face com Deus para apresentar seu caso (por exemplo, 23:3-5).
3. Eliú afirma que Jó, porque
Deus não agiu rapidamente, entregou-se a conversa vã e tola (vs. 15-16).
II. A conclusão
de Eliú (36:1 - 37:24)
A. Eliú reafirma a justiça de Deus
(36:1-15).
1. Eliú roga paciência de Jó
porque tem mais o que dizer (vs. 1-4). Se Eliú estiver falando de si mesmo no
versículo 4, como parece provável, sua arrogância é um tanto irresistível
(contudo, veja 37:16 que fala de Deus).
2. Eliú apoia sua afirmação da
justiça de Deus descrevendo-a.
a. Ele exalta os justos e
deserda os ímpios (vs. 6-7).
b. Se os justos de fato sofrem,
sua dor é disciplinar por natureza. Se eles gozarem de prosperidade ou
perecerem no futuro, depende deles receberem adequadamente o castigo de Deus
(vs. 8-12; observe o mesmo argumento em 33:14-30).
3. Eliú descreve aqueles que não
se converterão de seu pecado e retrata o seu fim (vs. 13-15).
a. Observe a similaridade entre
o discurso de Eliú aqui e o de Elifaz (cap. 15).
b. "Prostitutos
cultuais" é provavelmente uma referência a prostitutos masculinos do
templo. É também provável que estes indivíduos fossem homossexuais (veja
1 Reis 14:24; Deuteronômio 23:17).
B. Eliú acautela Jó (36:16-25).
1. Eliú aplica os princípios que
acaba de notar a Jó como uma explicação para o sofrimento contínuo de Jó
(vs. 16-17).
2. Ele adverte Jó para que sua
precipitação não faça com que Deus o destrua subitamente, lembrando que
ele, Jó, não poderia impedir tal julgamento (vs. 18-19).
3. Eliú admoesta Jó a escolher
suportar seu sofrimento do que voltar-se, em seu desencorajamento, para a iniqüidade
(vs. 20-21).
4. Eliú continua advertindo Jó,
asseverando implicitamente que ninguém tem direito a ensinar ou admoestar
Deus (vs. 22-23).
5. A resposta adequada do homem a
Deus é magnificá-lo (vs. 24-25).
C. Eliú ilustra a grandeza e o
poder de Deus (36:26 - 37:13).
1. Eliú chama a atenção de Jó
para a obra de Deus na natureza, particularmente para o seu domínio do tempo
(nuvens, trovão, neve, chuva, vento, etc.).
a. Ele menciona diversos propósitos
por trás dos atos de Deus: julgamento ou correção (36:31; 37:13); provisão
de alimento (36:31); misericórdia (37:13).
b. Por diversas das suas afirmações
(por exemplo, 36:29; 37:5, 7), torna-se aparente que o propósito de Eliú
é impressionar Jó com a impotência do homem comparada com o poder de
Deus.
2. Em minha opinião, Eliú
sustenta belamente e com sucesso sua proposição, "Deus é
grande" (36:26).
D. Eliú desafia Jó (37:14-24).
1. Ligado com a parte anterior,
Eliú faz a Jó um número de perguntas destinadas ou a mostrar sua
incapacidade para entender os atos de Deus ou a impotência de Jó diante de
Deus (vs. 14-18).
2. Eliú, com uma ponta de
zombaria, pergunta a Jó o que os homens deveriam dizer a Deus. Ele então,
afirma que, para os homens falarem ignorantemente seria convidar a destruição,
algo que Eliú não deseja fazer (vs. 19-20).
3. Eliú fala da inacessibilidade
a Deus, mas afirma que o homem pode confiar em que ele seja justo e que, como
resultado, os homens o reverenciem.
4. Eliú afirma que Deus não olha
aqueles que são "sábios em seu próprio entendimento". Pode ser
que Eliú fez esta afirmação tendo Jó em mente.
Perguntas Para
Estudar:
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Qual queixa de Jó Eliú cita
(35:3)?
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No sentido mais restrito, Deus
é afetado pela justiça ou pela impiedade do homem? Por quê sim, ou por
quê não?
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O que Eliú pensa que seja a
razão por que Deus deixa de aliviar o sofrimento de alguns homens apesar
de seus clamores?
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O que Eliú sugere que seja a
razão pela qual pessoas justas às vezes sofrem?
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Por que Jó não é próspero
de novo, de acordo com Eliú?
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Qual parece ser o ponto de Eliú
em 36:26 - 37:13?
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Discuta a resposta de Eliú
referente ao sofrimento de Jó, comparado-a com os sofrimentos dos amigos.
É sua explanação algo diferente? Na sua opinião, Eliú está mais
perto da verdade?
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