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Extremos Errados sobre Sacrifícios

Sacrifícios fazem parte de praticamente todas as religiões praticadas na história do mundo. O assunto surge com frequência, tanto nos debates doutrinários de religiosos quanto nas discussões legais sobre as políticas dos governos. Em maio de 2017, o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou uma lei municipal que proibia sacrifícios de animais em rituais religiosos, uma decisão que afeta principalmente algumas práticas de religiões afro-brasileiras. Há discussões constantes entre jornalistas, policiais e acadêmicos sobre a definição e prevalência de sacrifícios humanos por motivos religiosos. Esses debates vão continuar, e muitos aspectos deles estão fora do propósito destes estudos das Escrituras. Como sempre, queremos focalizar perspectivas bíblicas sobre o assunto, assim evitando extremos errados diante da Palavra de Deus. Vamos observar três erros que devemos evitar.

Sacrifícios humanos. A História está repleta de relatos sobre sacrifícios humanos como parte integral de muitas religiões. Várias das tribos indígenas que ocupavam as Américas quando os conquistadores europeus chegaram praticavam rituais de matança de seres humanos. A história de outros continentes não foi muito diferente. Quando Moisés conduziu o povo do Egito rumo à Terra Prometida, os israelitas estavam expostos às influências de diversos grupos religiosos que praticavam sacrifícios humanos. A palavra que Deus revelou para seu povo foi explícita: “Quando o SENHOR, teu Deus, eliminar de diante de ti as nações, para as quais vais para possuí-las, e as desapossares e habitares na sua terra, guarda-te, não te enlaces com imitá-las, após terem sido destruídas diante de ti; e que não indagues acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim ao SENHOR, teu Deus, porque tudo o que é abominável ao SENHOR e que ele odeia fizeram eles a seus deuses, pois até seus filhos e suas filhas queimaram aos seus deuses” (Deuteronômio 12:29-31). A linguagem bíblica é clara. Deus descreveu como abominações esses sacrifícios humanos. O servo de Deus jamais apoia sacrifícios humanos.

Sacrifícios de animais. A questão de sacrifícios de animais é diferente. Deus fez uma distinção importante entre a vida humana (pois o homem foi criado à imagem de Deus – Gênesis 9:6) e a vida dos animais. Ele deu permissão para o homem matar e comer a carne dos animais (Gênesis 9:3-6). Durante toda a história antes da morte de Jesus, Deus exigia sacrifícios de animais. Observamos essa prática desde a primeira família humana, no período dos Patriarcas, e durante todo o período da vigência da Lei que Deus deu aos israelitas no monte Sinai (Gênesis 4:4; 8:20-21; Jó 1:5; 42:8; Levítico 1:1-9 e muitas outras passagens do Antigo Testamento).

Não podemos negar o papel dos sacrifícios de animais no ensinamento bíblico, até para preparar a mente dos homens a entenderem o verdadeiro sacrifício pelos pecados, a morte voluntária de Jesus Cristo na cruz do Calvário. O contraste, no Novo Testamento, entre os sacrifícios de animais e o de Jesus é muito importante. O sangue de animais não removeu pecados, mas o sangue de Jesus foi o único sacrifício eficaz para o perdão dos nossos pecados: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hebreus 10:10-12). Uma vez que Jesus morreu por nós na cruz, o servo de Deus não tem nenhum motivo para queimar animais nos altares de sacrifício.

Religião sem sacrifícios. Algumas pessoas, enfatizando uma verdade e negando outras, chegam ao extremo de pregar uma noção do cristianismo sem sacrifícios. Pretendo dedicar outro artigo a esse ponto. Por hora, vamos lembrar de duas passagens que mostram a necessidade de sacrifícios no serviço do cristão: “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5). “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). Se Deus permitir, veremos mais sobre esse tema no próximo artigo.

Dennis Allan


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