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Salmo 71: Os Meus Lábios Estão Cheios do Teu Louvor

“Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado” (Salmo 71:1). Com essas palavras inicia um Salmo de louvor apresentado sem identificação do autor. A comparação dos primeiros versos desse Salmo com o início do Salmo 31 nos leva a reconhecer a possibilidade de Davi ser o autor, e os temas tratados são semelhantes aos hinos escritos pelo segundo rei de Israel. O autor pede a proteção divina e o livramento dos seus perseguidores, mas o foco está no louvor devido a Deus por ser sempre fiel em cuidar dos fiéis. Ele mostra seu desejo de ensinar os outros sobre as grandezas do Senhor durante toda a sua vida.

O apelo ao Senhor por livramento e proteção, encontrado nos primeiros três versos, é muito parecido com a abertura do Salmo 31, escrito por Davi. O salmista mostra seu conceito da força de Deus com as palavras empregadas: refúgio, rocha e fortaleza. O Deus forte é, também, o justo salvador.

O autor pede livramento “das garras do homem injusto e cruel” (verso 4) e enfatiza os fundamentos da sua fé em Deus, pois ele é a esperança, a confiança e a fonte de apoio (versos 4 a 6). Logo no verso 6, ele introduz o tema que se repete ao longo do hino: o louvor devido e dado ao Senhor. Observemos alguns exemplos dessa ênfase:

“...tu és motivo para os meus louvores constantemente” (verso 6).

“Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente” (verso 8).

“Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais. A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número” (versos 14 e 15).

“Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel. Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste. Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia...” (versos 22 a 24).

O louvor é vertical, dirigido para o Senhor nos céus. Esse Salmo inclui, também, um elemento horizontal, pois o autor fala dos seus ensinamentos aos outros. Vejamos alguns exemplos:

“Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas” (verso 17).

“Não me desampares, pois, ó Deus, até a minha velhice e às cãs; até que tenha eu declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder” (verso 18).

A ênfase do Salmo 71 na adoração e no ensinamento serve para nos lembrar das reações apropriadas de qualquer pessoa que recebe a salvação que Deus nos oferece. Quando entendemos que Deus nos resgatou do abismo da perdição, consequência dos nossos próprios pecados contra o Criador, é normal demonstrar a profunda gratidão no louvor. Os muitos atos de adoração dirigidos a Jesus nos relatos do Evangelho ilustram o entendimento desse fato. Quando Cristo curou, ressuscitou e perdoou, os beneficiados naturalmente louvaram seu Salvador.

A outra reação natural é a proclamação da mensagem aos outros, o ensinamento sobre a grandeza de Deus e dos seus feitos. Davi, Asafe e outros cantores de Israel, que viviam contemplando a majestade do Senhor, se preocupavam em compartilhar com outros a palavra de Deus. Nesse Salmo, o autor falou de ensinar sobre o poder de Deus para a presente geração e para outras que viriam depois.

Deus, como Salvador, é merecedor de honra e glória. A mensagem da sua grandeza é para todos!

- por Dennis Allan


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