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A Importância da Generosidade

Apesar de ainda ser considerado um país em desenvolvimento, o Brasil mantém um nível de prosperidade muito acima das condições de muitos outros países. Os brasileiros ganham, em média, 25 vezes mais do que os cidadãos das nações mais pobres (valores verificados pela comparação de várias fontes). Para compreender a realidade vivida em alguns países, tente imaginar lugares onde a renda média do país seria de um salário mínimo brasileiro para sustentar seis pessoas. Quem mora no Brasil deve reconhecer o fato da sua riqueza.

Entendemos que há diferenças significativas na renda de pessoas no Brasil, com algumas pessoas riquíssimas e outras extremamente pobres. A maioria, porém, vive com certos confortos e itens de luxo. Segundo o censo de 2010 (números publicados pelo IBGE), 95% das casas brasileiras têm televisores e quase 88% têm telefone próprio. Comparando-se com o resto do mundo, o brasileiro deve reconhecer sua prosperidade! Quase todos os leitores deste artigo são ricos!

Por que importa entender nossa posição no mundo? Porque algumas das passagens bíblicas que falam sobre a generosidade são dirigidas aos ricos. É fácil definir a riqueza de maneira que obrigue os outros enquanto fugimos das nossas responsabilidades. Mas quando assumimos uma perspectiva informada da nossa realidade e fazemos uma leitura honesta das Escrituras, percebemos com mais clareza as nossas responsabilidades para com os outros.

Paulo escreveu: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida” (1 Timóteo 6:17-19). A generosidade se encontra entre as atitudes e procedimentos que Paulo ensina para os ricos, ou seja, para nós!

Milhares de anos antes de Cristo, quando Jó defendeu sua integridade, ele mostrou entendimento da importância de ser generoso para com os pobres. Ele foi sensível aos órfãos, viúvas e outros necessitados (Jó 31:16-23). O exemplo de Abraão, ao estender hospitalidade a estranhos, foi destacado no Novo Testamento (Hebreus 13:2; Gênesis 18:1-8). A bondade de Ló se destaca contra o pano de fundo da maldade dos outros moradores de Sodoma (Gênesis 19:1-5). Alguns séculos depois, um velho residente de Gibeá mostrou a mesma atitude para com outros viajantes (Juízes 19:15-21).

A Lei dada aos israelitas, o que conhecemos como o Antigo Testamento, incluía orientações sobre as provisões para os pobres. Essa lei proibia práticas abusivas em questões de empréstimos e de direitos trabalhistas (Deuteronômio 24:10-15). Uma característica especialmente interessante dessa lei foi o sistema de assistência aos necessitados. Lembrando que foi uma cultura agrícola, podemos apreciar a instrução que Moisés transmitiu: “Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para que o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos. Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás a colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não tornarás a rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será o restante” (Deuteronômio 24:19-21). Conforme essas ordenanças, os donos de propriedades rurais deixariam, de propósito, os restantes da sua produção, permitindo que os pobres os colhiam. Fica evidente que estes teriam de se esforçar para ir aos campos e buscar o que sobrava, como observamos no exemplo da viúva Rute (Rute 2:1-7). A generosidade que Deus ensina não tem o propósito de incentivar a preguiça, uma atitude claramente condenada nas Escrituras (2 Tessalonicenses 3:10; Provérbios 6:6-11). Pelo contrário, é uma demonstração de bondade para com pessoas em situações difíceis, uma característica de pessoas íntegras.

Pensemos em nossas atitudes e práticas. Sobrou comida? Procure alguém que está com fome. Comprou geladeira nova? Pense em doar a velha para uma família menos próspera. As possibilidades são inúmeras. Seja generoso em repartir a sua riqueza!

- por Dennis Allan


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